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EUA realizam ofensiva militar no Estreito de Ormuz e Irã responde com mísseis contra bases na Jordânia

Forças norte-americanas atingiram lançadores de mísseis iranianos na ilha de Larak, desencadeando retaliação de Teerã contra bases na Jordânia.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/08/2026 às 22h02· 3 min de leitura
EUA realizam ofensiva militar no Estreito de Ormuz e Irã responde com mísseis contra bases na Jordânia
Foto: Centcom

A tensão militar no Oriente Médio atingiu um novo ápice neste domingo, 30, após as Forças Armadas dos Estados Unidos executarem um ataque contra posições estratégicas iranianas na ilha de Larak, localizada no crucial Estreito de Ormuz. Foi a primeira ação bélica direta de Washington contra alvos do regime de Teerã em um intervalo de um mês, marcando uma resposta preventiva frente a movimentações hostis detectadas na rota marítima mais importante do comércio global de energia.

De acordo com informações confirmadas pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) à emissora Fox News, o ataque teve como objetivo neutralizar dois lançadores de mísseis pertencentes à Guarda Revolucionária Islâmica. Os militares norte-americanos agiram após constatar preparativos de combatentes iranianos para o disparo iminente de foguetes e a instalação de minas marítimas nas águas de Ormuz, manobra que ameaçava diretamente a navegação internacional e o livre tráfego de embarcações.

A resposta de Teerã não tardou a ocorrer. Horas após o bombardeio em Larak, o regime iraniano disparou uma salva de mísseis balísticos e drones contra duas bases aéreas operadas pelas forças norte-americanas em território jordaniano. A Guarda Revolucionária do Irã declarou ter atingido instalações de manutenção técnica e áreas de estacionamento de aeronaves de combate, alegando ter provocado danos substanciais, além de relatar a existência de vítimas entre combatentes e civis decorrentes do ataque inicial dos EUA.

Fontes militares dos Estados Unidos e autoridades da região, no entanto, apresentaram um balanço consideravelmente distinto sobre a ofensiva persa. Segundo interlocutores ouvidos pela Fox News, praticamente todos os projéteis disparados pelo Irã foram interceptados pelos sistemas de defesa aérea, sem o registro de impactos significativos na infraestrutura das instalações atingidas. Em paralelo, as Forças Armadas da Jordânia confirmaram a interceptação de oito artefatos iranianos que violaram o espaço aéreo do país.

O confronto direto reflete a intensificação das operações de bloqueio executadas pelos Estados Unidos para conter as ações desestabilizadoras do regime de Teerã. Dados divulgados pelas forças militares apontam que, no contexto da fiscalização dos acessos aos portos iranianos, mais de 80 embarcações comerciais já foram redirecionadas, três navios foram desabilitados e outras duas embarcações foram abordadas pelas tropas norte-americanas na região.

O que esta em jogo: A segurança do Estreito de Ormuz é um dos pilares mais sensíveis da geopolítica internacional e da estabilidade econômica do Ocidente, visto que qualquer interrupção nesse gargalo logístico impacta imediatamente o fluxo de petróleo e a inflação mundial. Ao confrontar as tentativas iranianas de minar a navegação e responder militarmente às ameaças, Washington reafirma o princípio da liberdade de navegação e a contenção de regimes autocráticos, ao mesmo tempo em que a troca de disparos eleva o risco de uma conflagração regional de proporções imprevisíveis no Oriente Médio.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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