Em sabatina eleitoral, o candidato Augusto Cury defendeu reformulações institucionais no Judiciário, semipresidencialismo e incentivo ao trabalho formal.

O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, apresentou propostas contundentes de reformulação institucional para o país durante sabatina transmitida pelo SBT e SBT News na terça-feira, 18 de agosto de 2026. O principal destaque de sua fala foi a defesa do fim da vitaliciedade para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), sugerindo a implementação de mandatos fixos de oito anos como mecanismo de renovação e freio à excessiva concentração de poder na mais alta corte jurídica da nação.
Ao tratar do equilíbrio entre as instituições republicanas, Cury fez duras críticas à atuação recente de magistrados do STF, apontando episódios em que a Corte teria extrapolado suas prerrogativas constitucionais. “Os Poderes têm que ter harmonia e, hoje, em várias medidas, eles estão legislando, e não sendo guardiões [da Constituição]”, enfatizou o candidato, apontando a urgência de restaurar os limites de atuação judicial. Ele também assumiu o compromisso de indicar mulheres para as duas próximas vagas que venham a se abrir no tribunal durante uma eventual gestão.
Além das alterações no Judiciário, o presidenciável defendeu a transição para o modelo de semipresidencialismo, articulando a necessidade de um pacto nacional pragmático com o Congresso e com o Centrão para conferir estabilidade ao Executivo. Segundo ele, o bloco político desempenha um papel de equilíbrio federativo, ressaltando que o governo deve saber conduzir o diálogo político sem se tornar refém das forças partidárias tradicionais, visando superar a acentuada polarização que afeta a estabilidade do país.
No campo social e econômico, o candidato do Avante propôs modernizações no programa Bolsa Família com o objetivo de incentivar a autonomia dos cidadãos, a valorização do trabalho e o empreendedorismo individual. Para Cury, o formato atual tende a aprisionar as famílias na dependência estatal. A solução apresentada consiste em permitir a manutenção temporária de um complemento de renda para os beneficiários que conquistarem um emprego de carteira assinada ou decidirem abrir uma microempresa, fomentando a transição real para o mercado formal.
O que esta em jogo: A discussão sobre limites de mandato no STF e o controle do ativismo judicial tocam no cerne da preservação das liberdades e do equilíbrio institucional entre os Poderes, pautas centrais para a estabilidade da República. Ao mesmo tempo, propostas que unem a manutenção de redes de proteção social a estímulos claros à livre iniciativa e ao trabalho representam um debate crucial para garantir que as famílias brasileiras alcancem verdadeira independência financeira e dignidade sem depender permanentemente do Estado.
Com informacoes de revistaoeste.com.