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Caldeirão bate recorde negativo histórico de audiência

Programa comandado por Marcos Mion marcou 7,28 pontos em SP, registrando a menor audiência em 26 anos de história e perdendo para o streaming.

Por Redação Ponto FixoPublicado 21/09/2026 às 20h02· 3 min de leitura
Caldeirão bate recorde negativo histórico de audiência
Foto: Paulo Barros

A Rede Globo registrou um momento crítico em sua grade de programação no último sábado, 19. O programa ‘Caldeirão’, atualmente sob o comando de Marcos Mion, amargou a pior audiência de toda a sua história de mais de 26 anos. Exibida entre 15h e 16h23 na Região Metropolitana de São Paulo, a atração consolidou média de apenas 7,28 pontos, de acordo com números consolidados de audiência divulgados pelo portal TV Pop. Trata-se do índice mais baixo já apurado desde a estreia do formato na emissora, em 3 de março de 2000.

Streaming supera emissora com ampla vantagem

O número ganha contornos ainda mais expressivos quando colocado em perspectiva com o avanço da concorrência e das novas mídias. No mesmo intervalo em que o Caldeirão esteve no ar, o conjunto das plataformas de streaming alcançou 14,22 pontos na Grande São Paulo — praticamente o dobro do desempenho obtido pela atração da Globo. Em termos de participação sobre o total de televisores ligados, o programa de Mion reteve quase 19%, ao passo que os serviços digitais concentraram aproximadamente 37%, evidenciando a migração do público para o consumo sob demanda.

Mesmo atingindo um pico de 8,14 pontos durante sua exibição, o programa não conseguiu alcançar a liderança na faixa horária. O tombo foi severo na comparação recente: o semanal perdeu 26% de seu público em relação à média dos quatro sábados anteriores. O resultado negativo superou marcas anteriores desfavoráveis do programa, ultrapassando os 7,7 pontos registrados sob a apresentação de Mion em 1º de março de 2025 e os 7,9 pontos da fase de Luciano Huck, medidos em 8 de junho de 2013.

Ajustes na grade e perda de audiência

Para contextualizar o resultado, a emissora promoveu uma alteração excepcional em sua grade horária no dia 19 de setembro. O Caldeirão foi antecipado para a faixa das 15h às 16h23 com o objetivo de abrir espaço na transmissão para uma partida do Brasileirão Feminino. Essa manobra alterou a faixa habitual do semanal na programação de sábado. Contudo, mesmo levando em conta a mudança técnica de horário, o desempenho final ficou bem abaixo dos padrões das principais atrações veiculadas pela emissora no período.

A dinâmica evidencia quem ganha e quem perde com a transformação do consumo de mídia no país: o streaming e as alternativas digitais consolidam seu avanço contra a hegemonia da televisão aberta linear, que vê formatos tradicionais perderem relevância e apelo junto às famílias. Resta como lacuna em aberto se o declínio acentuado decorreu apenas do remanejamento da grade para a transmissão esportiva ou se reflete um desgaste contínuo e estrutural do formato do Caldeirão sob a apresentação de Marcos Mion.

O que está em jogo: a capacidade de retenção de público da TV Globo nos finais de semana, diante da pressão exercida pelas plataformas de streaming que atingiram 14,22 pontos no horário. O mercado publicitário e a cúpula da emissora passam a monitorar se o programa de Marcos Mion conseguirá se recuperar do piso de 7,28 pontos nas próximas edições em seu horário habitual ou se novos ajustes editoriais e de grade serão exigidos para conter a fuga de telespectadores.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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