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Nasa lança telescópio Nancy Grace Roman em foguete da SpaceX com visão 100 vezes superior à do Hubble

Novo observatório espacial parte rumo ao espaço profundo para mapear 1 bilhão de galáxias e decifrar os mistérios da matéria e da energia escuras.

Por Redação Ponto FixoPublicado 30/08/2026 às 20h02· 3 min de leitura
Nasa lança telescópio Nancy Grace Roman em foguete da SpaceX com visão 100 vezes superior à do Hubble
Foto: IMAGE: NASA, NASA-GSFC / Wikimedia

A exploração espacial alcançou um novo marco com o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman pela Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa). O observatório partiu às 8h26 (horário de Brasília) de domingo, 30, a partir do Centro Espacial Kennedy, localizado na Flórida, impulsionado por um foguete da iniciativa privada operado pela SpaceX. A missão projeta uma nova era na observação astronômica, unindo inovação técnica com a eficiência da cooperação entre o setor público e o dinamismo do livre mercado.

O equipamento tem como destino uma posição orbital situada a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, trajeto que deve durar aproximadamente três meses. Embora compartilhe com o consagrado telescópio Hubble o mesmo diâmetro de espelho primário — com 2,4 metros —, o telescópio Roman destaca-se pela amplitude de sua cobertura: seu campo de visão é pelo menos 100 vezes maior, permitindo que uma única captura registre uma área do céu equivalente ao detalhamento de uma centena de imagens combinadas de seu antecessor.

Dotado de uma câmera infravermelha com resolução de 300 megapixels, o observatório foi planejado para executar varreduras cósmicas mil vezes mais rápido do que as ferramentas anteriores. A expectativa da agência espacial norte-americana é que o Roman meça a luminosidade e a posição de cerca de 1 bilhão de galáxias ao longo de sua jornada, fornecendo aos cientistas dados cruciais para mapear a estrutura em larga escala do cosmos com velocidade e precisão inéditas.

Outro pilar essencial da missão é o estudo das forças invisíveis que regem o Universo: a matéria escura e a energia escura. A matéria escura, que não interage diretamente com a luz e só pode ser detectada pela força gravitacional exercida sobre corpos celestes visíveis, compõe cerca de 27% de todo o cosmos. Por sua vez, a energia escura, fenômeno associado à taxa de expansão acelerada do tecido universal, responde por aproximadamente 68% da composição cósmica total, mantendo-se como um dos maiores enigmas da física moderna.

Além disso, o telescópio atuará na identificação de mais de 1 mil exoplanetas através do método da microlente gravitacional, técnica que aproveita o desvio da luz provocado pela gravidade de corpos maciços para localizar mundos orbitando estrelas distantes. As primeiras transmissões de imagens e dados científicos obtidos pelo Nancy Grace Roman estão programadas para o início de 2027. O plano operacional inicial contempla cinco anos de atividades contínuas, havendo a possibilidade formal de extensão da missão por mais meia década.

O que esta em jogo: A missão Nancy Grace Roman reforça o avanço da liderança científica e tecnológica no desbravamento dos mistérios da Criação, impulsionada pela sinergia com a iniciativa privada de lançamentos orbitais. A obtenção de dados sobre a matéria escura e a descoberta de novos sistemas planetários não apenas ampliam a fronteira do conhecimento humano sobre as leis que governam o Universo, mas também consolidam a capacidade de geração de tecnologia de ponta e infraestrutura científica estratégica para as próximas gerações.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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