Senador Romário (PL-RJ) participa de sessão remota do Senado enquanto comenta a Copa do Mundo nos EUA, usando a oportunidade para debater a Copa Feminina de 2027 no Brasil e fazer críticas à organização da Copa de 2014.

O senador Romário (PL-RJ) participou, nesta terça-feira, de uma sessão semipresencial do Senado Federal, mesmo estando nos Estados Unidos, onde atua como comentarista da Copa do Mundo Feminina para a CazéTV e RomárioTV.
A participação remota foi possível devido à decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de instituir um regime semipipresencial até o recesso parlamentar, permitindo que os senadores exerçam suas funções legislativas à distância.
Em sua intervenção por videoconferência, o senador focou na Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil. Romário relatou um projeto de sua autoria, aprovado na semana passada pelo Senado, que concede isenção do Imposto Sobre Serviços (ISS) às empresas envolvidas na organização do evento.
Durante seu discurso, o senador do PL fluminense aproveitou para tecer críticas aos problemas observados na Copa do Mundo de 2014, mencionando casos de superfaturamento de estádios e desvios de verbas. “Espero sinceramente que tenhamos aprendido a lição. Sem qualquer impacto orçamentário, os estádios serão os mesmos usados na Copa de 2014, em oito sedes, assim como na Copa atual”, afirmou Romário. “Apenas ajustes e adaptações serão feitos, e não há previsão de nenhuma obra faraônica.”
Romário manterá seu mandato durante o período de cobertura da Copa nos Estados Unidos. Sua assessoria confirmou que ele continuará registrando presença e participando das votações de forma remota, e que os gabinetes em Brasília e no Rio de Janeiro seguirão em pleno funcionamento.
O que está em jogo: A participação remota de parlamentares em sessões, como a de Romário, levanta debates sobre a efetividade do trabalho legislativo à distância versus a presença física, especialmente quando conciliado com outras atividades profissionais, mas também evidencia a capacidade de adaptação do Senado aos novos modelos de trabalho e a importância da fiscalização dos gastos públicos em grandes eventos esportivos.
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