Nova pesquisa Datafolha revela que Tarcísio de Freitas lidera a corrida pelo governo de São Paulo com 46% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad enfrenta alta rejeição, chegando a 47%.

Uma recente pesquisa Datafolha, divulgada na madrugada do último domingo, dia 5, delineia um cenário eleitoral robusto para o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O levantamento, realizado entre os dias 1º e 3 de julho, aponta Tarcísio com 46% das intenções de voto para o Palácio dos Bandeirantes, consolidando sua liderança na disputa.
O principal adversário, Fernando Haddad (PT), aparece em segundo lugar, com 30%. Atrás deles, nomes como Vera Lúcia (PSTU), com 5%, Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), ambos com 4%, completam o quadro. A pesquisa ainda registra 8% de votos em branco, nulo ou nenhum candidato, e 3% de indecisos. Estes números refletem não apenas a preferência atual do eleitorado, mas também a dinâmica de polarização que tem caracterizado os pleitos estaduais e nacionais.
A simulação de um segundo turno reforça a vantagem de Tarcísio, que alcança 53% das intenções de voto contra 37% de Haddad. Em um cenário de voto espontâneo, onde os nomes não são apresentados, a liderança de Tarcísio também é notável, com 21% das menções, frente aos 8% de Haddad. Curiosamente, a pesquisa revela um percentual significativo de 55% de eleitores que ainda não sabem em quem votar espontaneamente, indicando que, apesar das lideranças, há um campo considerável a ser disputado em termos de convencimento e consolidação de nomes.
Um dado crucial apresentado pelo Datafolha é a taxa de rejeição dos candidatos. Fernando Haddad se destaca negativamente nesse quesito, com 47% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Tarcísio de Freitas, por sua vez, registra 29% de rejeição. A alta rejeição de Haddad pode ser um fator limitante em sua campanha, exigindo uma estratégia focada em desmistificar percepções negativas e atrair eleitores para além de sua base mais fiel.
O levantamento também explorou a influência do apoio de lideranças políticas. O suporte do ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, levaria 27% dos entrevistados a escolherem um candidato com certeza, enquanto 49% afirmaram que não votariam de jeito nenhum em um apoiado por ele. Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 19% certamente votariam em seu indicado, mas 54% não o fariam. Esses números sublinham a persistência da polarização política no eleitorado paulista e a complexidade de capitalizar apoios em um ambiente tão dividido.
O que está em jogo: A liderança de Tarcísio e a alta rejeição de Haddad redefinem as estratégias para a corrida ao governo de São Paulo, intensificando a busca por votos entre os indecisos e a necessidade de despolarização para atrair eleitores de centro.
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