Pesquisa Datafolha aponta Tarcísio de Freitas (Republicanos) com ampla vantagem na disputa pelo governo de São Paulo, liderando tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno. Fernando Haddad (PT) registra a maior rejeição entre os candidatos.

Uma recente pesquisa Datafolha para o governo de São Paulo, realizada entre os dias 1º e 3 de julho, revelou uma significativa vantagem para o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece com 46% das intenções de voto. O levantamento, divulgado na madrugada de domingo, 5, posiciona Tarcísio com uma liderança expressiva já no primeiro turno, refletindo a força de sua gestão e base eleitoral no maior colégio eleitoral do país.
Em segundo lugar na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT) registra 30% das intenções de voto. Na sequência, outros candidatos como Vera Lúcia (PSTU) com 5%, Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP) com 4% cada, demonstram a pulverização de votos entre os demais postulantes. A margem de erro da pesquisa, que ouviu presencialmente 1.608 eleitores em 71 municípios paulistas, é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
O cenário de segundo turno reforça a liderança de Tarcísio, que alcança 53% das intenções de voto contra 37% de Haddad, indicando uma dificuldade do petista em reverter a desvantagem. A pesquisa espontânea, onde os nomes não são apresentados, também sublinha a consolidação de Tarcísio, citado por 21% dos eleitores, enquanto Haddad é mencionado por apenas 8%, e um expressivo 55% ainda não sabe em quem votar, mostrando o potencial de mobilização eleitoral.
Um ponto crucial revelado pelo Datafolha é a alta taxa de rejeição de Fernando Haddad, que atinge 47% dos entrevistados, superando Tarcísio, que registra 29%. Essa métrica é vital em um contexto eleitoral, pois indica o teto de crescimento de um candidato. A polarização do cenário político paulista, historicamente um termômetro para o país, é acentuada por esses dados, com o eleitorado dividindo-se claramente entre os polos.
A pesquisa também avaliou o impacto do apoio de líderes nacionais. O ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, levaria 27% dos entrevistados a escolher com certeza um candidato por ele apoiado, e 22% considerariam essa influência. Já o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva influenciaria com certeza 19% dos eleitores, e seria talvez um fator para 23%. No entanto, a alta porcentagem de eleitores que não votariam de jeito nenhum em candidatos apoiados por ambos os líderes (49% para Bolsonaro e 54% para Lula) ressalta a independência de parte do eleitorado paulista ou a aversão a certas figuras políticas.
O que está em jogo: A consolidação da liderança de Tarcísio de Freitas em São Paulo reflete a força da direita no estado e pode consolidar um polo político relevante para as próximas eleições gerais, enquanto a alta rejeição de Haddad impõe desafios significativos à esquerda paulista em um dos mais importantes pleitos estaduais do Brasil.
Com informacoes de fonte.