Empresas brasileiras, incluindo gigantes como JBS e Embraer, voltam a olhar para o mercado venezuelano, buscando retomar um comércio que já movimentou US$ 5,1 bilhões, impulsionadas pela aproximação diplomática e sinais de recuperação econômica do país vizinho.

Após anos de afastamento, o mercado venezuelano ressurge como um ponto de interesse para cerca de 30 empresas brasileiras. Uma delegação de executivos e representantes de entidades empresariais, incluindo nomes como JBS, Embraer, PetroReconcavo e Eurofarma, além de montadoras como Toyota, General Motors e Scania, participou de reuniões estratégicas em Caracas, conforme divulgado pela Bloomberg.
As reuniões foram meticulosamente organizadas pela embaixada do Brasil na capital venezuelana e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Essa iniciativa reflete os esforços do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reativar as relações econômicas com a Venezuela, que foram abaladas por uma profunda crise econômica e sanções internacionais nos últimos anos.
Historicamente, o comércio bilateral entre Brasil e Venezuela atingiu um pico de US$ 5,1 bilhões em 2008, durante os governos de Lula e do então presidente venezuelano Hugo Chávez. Em 2025, esse valor foi de aproximadamente US$ 837 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, um indicativo de recuperação, mas ainda distante dos patamares anteriores.
Além das empresas, a missão contou com a participação de importantes entidades como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Abimaq e o Sindipeças. Julio Ramos, diretor de Assuntos Estratégicos da Abiec, enfatizou que a Venezuela já foi um parceiro crucial para o agronegócio brasileiro, e a retomada das relações pode gerar novas perspectivas para exportadores. Há, inclusive, discussões sobre projetos de criação de gado na Venezuela.
O que está em jogo: A reaproximação econômica com a Venezuela pode reabrir um mercado significativo para produtos e serviços brasileiros, potencialmente impulsionando as exportações e o comércio bilateral, ao mesmo tempo em que fortalece a influência regional do Brasil e do governo atual.
Com informacoes de fonte.