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PF e PGR travam acordos de delação em investigação sobre desvios no INSS

Propostas de delação premiada são rejeitadas por falta de provas concretas, expondo entraves nas investigações de desvios no INSS.

Por Redação Ponto FixoPublicado 15/06/2026 às 19h00· Atualizado 15/06/2026 às 19h10· 1 min de leitura
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Foto: Agência Brasil/EBC

A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizam a rejeição de pelo menos três acordos de delação premiada no âmbito das investigações sobre desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão decorre da avaliação de que as propostas apresentadas pelos investigados não oferecem provas novas ou consistentes que possam corroborar as acusações e avançar a apuração dos fatos.

Entre os acordos travados está o do empresário Maurício Camisotti, cuja negociação já havia avançado e precisou ser reiniciada por exigência da PGR. Segundo informações, Camisotti não teria demonstrado possuir os valores para devolução de forma efetiva, nem se comprometeu a entregar bens concretos, além de seus depoimentos não irem além do que já havia sido apurado. A própria PF, inclusive, recuou de um acordo que havia assinado inicialmente, quando o caso tramitava em outra divisão.

Outros dois investigados, o ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro e o ex-diretor de Benefícios André Fidélis, também tiveram suas tratativas recusadas. As declarações de ambos sobre supostos repasses de propina a políticos foram consideradas sem provas de corroboração pelos investigadores. Os três investigados permanecem presos desde o final do ano passado, enquanto a PF concentra esforços em finalizar os primeiros inquéritos e concluir perícias em vasto material apreendido, incluindo cerca de 50 celulares.

Com informacoes de fonte.

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