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Idosos somam quase 17 milhões de eleitores no país

Eleitores com mais de 70 anos crescem 15% nas eleições de 2026 e ampliam peso do voto facultativo no cenário político nacional.

Por Redação Ponto FixoPublicado 03/10/2026 às 13h02· 3 min de leitura
Idosos somam quase 17 milhões de eleitores no país
Foto: Reprodução

O perfil demográfico do eleitorado brasileiro passa por uma transformação expressiva que reflete o envelhecimento da população e impõe novas dinâmicas às urnas. Para as eleições gerais de 2026, dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que quase 17 milhões de cidadãos com 70 anos ou mais estão formalmente aptos a votar. O contingente representa mais de um em cada dez eleitores em todo o país e marca uma expansão notável de 15% em comparação com as eleições de 2022, consolidando a terceira idade como uma força política relevante no processo decisório nacional.

Pela Constituição Federal, o exercício do sufrágio é facultativo para os cidadãos a partir dos 70 anos, prerrogativa também aplicada a jovens de 16 e 17 anos — contingente estimado em 1,6 milhão em 2026 — e a pessoas analfabetas. Diferente dos adultos entre 18 e 69 anos, que são obrigados por lei a comparecer às urnas sob pena de multa e restrições cadastrais, o idoso desfruta da plena liberdade de escolha cívica: não sofre sanções e tampouco necessita justificar eventual ausência, preservando intacta sua inscrição na Justiça Eleitoral caso decida participar do pleito.

Envelhecimento do eleitorado e peso regional

Essa expansão de eleitores idosos acompanha a tendência geral da pirâmide etária do país. Ao se considerar o universo mais amplo de pessoas com 60 anos ou mais, o grupo saltou de quase 33 milhões em 2022 para 37 milhões de votantes em 2026 — uma adição substancial de 4,5 milhões de indivíduos, elevando a participação da faixa sênior de 21% para 23% do cadastro nacional. Em termos de volume total, o bloco de 40 a 44 anos permanece como o mais numeroso, com quase 16 milhões de cidadãos, seguido de perto pelas faixas de 45 a 49 anos e de 35 a 39 anos, ambas na marca de 15 milhões. O público feminino mantém a liderança representativa, somando quase 83 milhões de eleitoras (cerca de 52%), ante aproximadamente 75 milhões de homens.

A estrutura logística organizada pela Justiça Eleitoral para absorver essa massa de votantes contempla aproximadamente 517 mil seções distribuídas em 2,6 mil zonas eleitorais, espalhadas por 5,5 mil municípios brasileiros e 186 cidades no exterior. A concentração geográfica do poder decisório segue atrelada ao Sudeste: o Estado de São Paulo lidera o ranking com mais de 34 milhões de pessoas aptas, seguido por Minas Gerais, com 16,3 milhões, e Rio de Janeiro, com quase 13 milhões. Sozinhos, esses três colégios concentram mais de 63 milhões de votos. Na escala municipal, a capital paulista sobressai como o maior colégio isolado, ultrapassando 9 milhões de eleitores, seguida por capitais como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Salvador.

Modernização cadastral e incógnitas do comparecimento

Paralelamente às mudanças etárias, a Justiça Eleitoral consolidou um avanço técnico expressivo: 141 milhões de cidadãos contam com cadastro biométrico em 2026, atingindo a cobertura de 89% dos aptos a votar, contra o índice de 75% registrado quatro anos antes. Contudo, apesar do avanço estrutural e do peso numérico de quase 17 milhões de voluntários com mais de 70 anos, os dados oficiais não conseguem antecipar qual será a taxa real de comparecimento voluntário desse estrato demográfico no dia 4 de outubro. Em disputas majoritárias acirradas para a Presidência da República, governos estaduais e Senado, a adesão espontânea dessa parcela madura pode definir vantagens determinantes.

O que está em jogo: A mobilização de quase 17 milhões de eleitores com mais de 70 anos exigirá que campanhas e candidatos dialoguem de forma direta com pautas de responsabilidade fiscal, saúde e valores familiares, já que a ida desse grupo às seções em 4 de outubro é inteiramente espontânea. Resta observar, no primeiro turno e em um eventual segundo turno em 25 de outubro, qual proporção desses eleitores facultativos exercerá ativamente seu direito e como essa presença voluntária impactará o equilíbrio das disputas para a Presidência, governos e bancadas no Congresso Nacional.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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