Sete vereadores do Rio foram eleitos para novos cargos e abrem vagas no Palácio Pedro Ernesto. Suplentes assumem em fevereiro de 2027.

O resultado do pleito de 4 de outubro provocou uma reconfiguração expressiva na composição política da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Ao todo, 7 dos 51 vereadores que compõem o plenário do Palácio Pedro Ernesto garantiram mandatos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Essa movimentação representa a renovação de quase 14% das cadeiras do Legislativo carioca antes do término regular da legislatura municipal.
A busca por voos mais altos já fazia parte da dinâmica pré-eleitoral da Casa: dos 51 parlamentares em exercício, 26 concorreram a outros postos, o que significa que mais da metade dos vereadores utilizou o mandato municipal como plataforma para a disputa estadual e federal. O número em perspectiva revela a dimensão da investida, que contou com 14 candidaturas a deputado federal, 9 a deputado estadual, duas ao Senado e uma ao governo do Estado do Rio de Janeiro.
Dança das cadeiras no parlamento
Na corrida para o Congresso Nacional, cinco vereadores conquistaram mandatos de deputado federal: Rick Azevedo (PSOL), que obteve 191.371 votos; Rafael Satiê (PL), com 91.074 votos; Leniel Borel (PP), com 72.658; Marcio Ribeiro (PSD), com 67.989; e Talita Galhardo (PSDB), escolhida por 46.780 eleitores. Já para a Alerj, foram eleitos Leonel de Esquerda (PT), somando 44.597 votos, e Joyce Trindade (PSD), que alcançou 37.088 sufrágios.
Com a ascensão dos titulares, o quadro de suplentes ganha espaço e traz de volta figuras tradicionais da política fluminense. No PSOL, a vaga de Rick Azevedo deve ser preenchida por Paulo Pinheiro, após Luciana Boiteux, que figurava na linha sucessória, ter sido eleita deputada estadual. No PL, Chagas Bola assume o posto deixado por Rafael Satiê, enquanto o experiente Jorge Felippe (PP) herdará o gabinete de Leniel Borel. Vinicius Cordeiro (SDD) ocupará a cadeira de Talita Galhardo, Mônica Francisco (PT) substituirá Leonel de Esquerda, e o PSD colocará Flavio Pato e Rocal nas vagas de Marcio Ribeiro e Joyce Trindade.
Transição e indefinições regimentais
Apesar das vitórias nas urnas, a transição formal só ocorrerá em 2027. Os parlamentares eleitos seguem no exercício de suas funções no município do Rio de Janeiro até o fim de janeiro. A posse formal nos novos cargos ocorre em 1º de fevereiro de 2027, momento em que os suplentes convocados assumirão definitivamente os mandatos legislativos municipais.
No entanto, o que ainda não se sabe em detalhes é como essas trocas pontuais afetarão o equilíbrio de forças nas votações de projetos estratégicos do Poder Executivo municipal e a composição das comissões permanentes da Casa até a posse, uma vez que a acomodação de bancadas partidárias costuma redefinir alianças locais.
O que está em jogo: A posse dos novos deputados em 1º de fevereiro de 2027 altera a dinâmica de votações na Câmara do Rio ao colocar sete suplentes no exercício pleno do mandato, exigindo que o prefeito e as lideranças partidárias renegociem a base de apoio no Palácio Pedro Ernesto para o restante da legislatura.
Com informacoes de revistaoeste.com.