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Operação prende 9 por decapitações na Paraíba

Polícia Civil e Gaeco cumprem mandados em João Pessoa contra facção investigada por 12 mortes e sumiço de PM. Confira os detalhes.

Por Redação Ponto FixoPublicado 08/10/2026 às 00h02· 3 min de leitura
Operação prende 9 por decapitações na Paraíba
Foto: ZeroTheRieper / Wikimedia

Uma ofensiva contra o avanço da criminalidade violenta mobilizou as forças de segurança da Paraíba na quarta-feira, 7. A Polícia Civil do Estado, em atuação conjunta com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público estadual, deflagrou a Operação Carrasco em João Pessoa. O objetivo central da ação foi desarticular uma organização criminosa investigada pela prática sistemática de assassinatos cruéis, decapitações e ocultação de cadáveres na capital paraibana, restabelecendo a autoridade estatal em áreas conflagradas.

As medidas judiciais foram concentradas na região do Condomínio Irmã Dulce e em áreas adjacentes, localizadas no bairro de Gramame. No total, o Poder Judiciário expediu 16 mandados de prisão preventiva e outros 13 de busca e apreensão. Até as primeiras horas da deflagração, as equipes policiais conseguiram cumprir nove prisões preventivas. De acordo com os relatórios de inteligência, o bando impunha um domínio armado sobre os moradores, valendo-se de graves ameaças, armas ilegais e até sistemas clandestinos de monitoramento por câmeras para controlar a rotina social do bairro.

Crueldade sistemática e desaparecimento de militar

O histórico de violência atribuído à quadrilha revela um quadro alarmante: as autoridades apuram a autoria de pelo menos 12 homicídios cometidos pelo grupo desde agosto de 2025. Esse volume de execuções representa uma média estarrecedora de quase dois assassinatos por mês em um perímetro delimitado, evidenciando a ousadia dos criminosos contra a ordem pública e a vida da população local. O modus operandi envolvia a decapitação das vítimas e o descarte dos corpos para dificultar a localização e a produção de provas periciais.

Dentre as mortes em apuração, destaca-se o caso envolvendo as forças policiais: o desaparecimento do cabo José César, membro da Polícia Militar da Paraíba, visto pela última vez em 12 de fevereiro de 2026. A principal linha investigativa da Polícia Civil aponta que o agente foi assassinado pela facção, embora seus restos mortais ainda não tivessem sido confirmados oficialmente. Durante o cumprimento das ordens judiciais, agentes localizaram uma ossada humana enterrada na Mata do Buraquinho, no bairro da Torre, achado que adiciona novos elementos à apuração.

Reincidência criminal e próximos passos

O perfil dos alvos escancara gargalos crônicos do sistema punitivo brasileiro. Um dos principais detidos, apontado pelos investigadores como o chefe do bando em Gramame e conhecido pela alcunha de “Juninho Cavanhaque”, já possuía em seu histórico uma condenação judicial de 31 anos de reclusão por homicídio cometido em 2012. A presença de um condenado a penas severas operando ativamente na liderança do narcoterrorismo urbano expõe as fragilidades na contenção e fiscalização de criminosos de alta periculosidade.

Neste cenário, a sociedade ordeira e as famílias que vivem sob o jugo do medo ganham um alívio momentâneo com as detenções, enquanto as facções perdem operadores de campo. O próximo passo da investigação caberá aos peritos do Instituto de Polícia Científica, que deverão realizar testes genéticos na ossada recolhida na Mata do Buraquinho para atestar a identidade da vítima, além da perícia técnica nos celulares apreendidos. O que ainda não se sabe é a localização definitiva do corpo do cabo José César, a identidade de outras vítimas cujos corpos permanecem ocultos e o paradeiro dos sete foragidos contra os quais ainda vigoram mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.

O que está em jogo: A elucidação da Operação Carrasco definirá se o Gaeco e a Polícia Civil da Paraíba conseguirão comprovar a autoria dos 12 homicídios iniciados em agosto de 2025 e responsabilizar a cúpula de “Juninho Cavanhaque”, com o foco voltado aos laudos da ossada encontrada na Mata do Buraquinho e à localização do cabo José César.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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