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Häagen-Dazs encerra operações no Brasil após quase 30 anos e venda milionária de ativos

A multinacional General Mills decidiu encerrar a distribuição da marca de sorvetes no país após vender ativos nacionais por R$ 800 milhões.

Por Redação Ponto FixoPublicado 24/08/2026 às 18h02· 2 min de leitura
Häagen-Dazs encerra operações no Brasil após quase 30 anos e venda milionária de ativos
Foto: Phillip Pessar / Wikimedia

Após quase três décadas de atuação no mercado nacional, a Häagen-Dazs deixará de ser comercializada no Brasil. O encerramento definitivo da distribuição dos produtos no território brasileiro foi anunciado pela multinacional norte-americana General Mills, detentora da marca. A decisão integra um processo estratégico de reestruturação global do portfólio da companhia, que teve suas diretrizes tornadas públicas em março de 2026.

A trajetória da tradicional fabricante de sorvetes no país teve início em 1997, consolidando sua presença física no ano seguinte com a inauguração da primeira loja em São Paulo. O modelo de franquias e pontos de venda próprios operou até 2018, quando a estratégia migrou exclusivamente para a presença em gôndolas de redes varejistas e supermercados. Agora, com o término do fornecimento aos canais comerciais, os itens desaparecerão progressivamente das prateleiras conforme o término dos estoques existentes.

O recuo da marca ocorre em um momento de desinvestimento mais amplo da General Mills no mercado doméstico. Recentemente, o grupo concluiu a venda de parcela expressiva de suas operações no Brasil para a 3Corações pelo valor de R$ 800 milhões. A transação envolveu marcas tradicionais consolidadas como Yoki e Kitano, além de unidades fabris situadas em Pouso Alegre, no estado de Minas Gerais, e Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso. A empresa não detalhou se planeja retornar ao mercado nacional sob outro modelo de licenciamento ou parceria no futuro.

Apesar da saída do Brasil, a marca mantém forte posicionamento internacional, operando em mais de 90 países e sustentando lojas físicas em cerca de 40 mercados, com destaque para praças como China, França, México, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. A decisão de saída chama a atenção diante da dimensão do setor no Brasil, visto que dados da Associação Brasileira das Indústrias e do Setor de Sorvetes (ABIS) apontam que o segmento movimentou mais de R$ 15 bilhões em 2025.

O que está em jogo: A retirada de marcas globais consolidadas expõe os desafios contínuos do ambiente de negócios brasileiro para produtos voltados ao consumo de maior valor agregado, reduzindo a concorrência e a diversidade de opções ao consumidor. O movimento ressalta a complexidade enfrentada por multinacionais na sustentação de cadeias logísticas especializadas em meio a reorganizações corporativas e às incertezas do varejo nacional.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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