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Flávio Bolsonaro é alvo de 1 milhão de posts com mentira

Campanha difamatória contra Flávio Bolsonaro usou projeto de 2008 sobre Nossa Senhora Aparecida e envolveu atuação de membro da Secom.

Por Redação Ponto FixoPublicado 27/09/2026 às 00h02· 3 min de leitura
Flávio Bolsonaro é alvo de 1 milhão de posts com mentira
Foto: Roque de Sá

Uma coordenada ofensiva de desinformação nas redes sociais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atingiu a expressiva marca de 977,6 mil publicações em um intervalo de apenas 55 horas. Os dados, levantados pelo Instituto Democracia em Xeque e divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo em um sábado (26), revelam que o episódio gerou mais de 8,5 milhões de interações entre os usuários. A magnitude do ataque digital alçou o caso ao posto de terceiro maior mobilizador do debate político na internet em 2026, expondo como a manipulação de temas caros à fé e à identidade religiosa da população continua a ser explorada como arma de desgaste político.

A narrativa distorcida resgatou um projeto de lei antigo, arquivado ainda em 2008, para acusar falsamente o parlamentar de articular a revogação do título de padroeira do Brasil concedido a Nossa Senhora Aparecida. O estopim da investida ocorreu na noite de quarta-feira (23), liderado pelo influenciador Jeferson Monteiro, responsável pelo perfil governista “Dilma Bolada”. O senador classificou a difamação em massa como uma “vergonha”, apontando a orquestração para atingir a sua imagem pública junto à comunidade católica.

Envolvimento da Secom e erro na imprensa

A disseminação do boato ganhou tração extra ao ser replicada no programa Em Pauta, do canal fechado GloboNews, no qual uma comentarista mencionou uma suposta insatisfação da Igreja Católica com base na mentira. Embora a emissora tenha feito uma retratação formal horas depois reconhecendo o equívoco, integrantes da máquina pública insistiram na propagação da fraude. George Marques, coordenador-geral da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), incentivou expressamente os usuários a manterem os disparos ao repostar: “Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar”. Diante da conduta do funcionário público, a defesa de Flávio Bolsonaro ingressou com pedido de prisão preventiva junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Decisão judicial e mudança de estratégia

Diante da gravidade da campanha difamatória, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a imediata exclusão das postagens com o conteúdo inverídico nas plataformas digitais. A intervenção judicial, no entanto, provocou uma rápida inflexão retórica por parte dos perfis militantes alinhados ao governo, que passaram a acusar o tribunal de censura para manter o engajamento elevado nas redes. Enquanto a oposição denuncia o uso da máquina institucional para desinformação, setores governistas tentaram transformar a contenção da mentira em disputa narrativa sobre moderação de conteúdo.

Apesar da atuação do Judiciário e da identificação de agentes envolvidos, ainda não se sabe qual será o desfecho processual do pedido de prisão do coordenador da Secom no TSE, nem se haverá responsabilização civil e criminal individualizada de todos os influenciadores que coordenaram o disparo em massa. Resta também averiguar a extensão total do impacto eleitoral e reputacional decorrente do boato nas bases religiosas antes das correções oficiais.

O que está em jogo: a responsabilização de agentes públicos que atuam na Secom e o posicionamento formal do TSE sobre o pedido de prisão de George Marques. O caso estabelece um precedente direto sobre a contenção judicial imediata de ataques difamatórios coordenados contra parlamentares nas redes sociais e define os limites da atuação da militância governista em temas religiosos em 2026.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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