Pesquisa Quaest de agosto aponta Omar Aziz na frente, enquanto Roberto Cidade, Maria do Carmo Seffair e David Almeida travam disputa acirrada pela segunda vaga.

O cenário eleitoral no Amazonas para a disputa pelo Palácio Rio Negro em 2026 reúne sete postulantes ao cargo máximo do Executivo estadual, com o primeiro turno agendado para o dia 4 de outubro. Entre nomes tradicionais da política regional e figuras alinhadas ao campo conservador, o quadro atual reflete uma divisão expressiva de forças, onde a liderança inicial coexiste com uma acirrada batalha pela segunda vaga em um provável segundo turno.
De acordo com o levantamento realizado pela Quaest em agosto, o senador e ex-governador Omar Aziz (PSD), de 68 anos, figura na dianteira das intenções de voto com 26%. Engenheiro civil com longo histórico na administração pública — tendo atuado como deputado estadual, vice-prefeito e vice-governador antes de comandar o estado de 2010 a 2014 —, Aziz conta nesta corrida com a sustentação política do presidente Lula da Silva, buscando consolidar seu retorno ao comando estadual.
Logo atrás do líder, desenha-se um quadro de empate técnico entre três candidaturas, considerada a margem de erro de três pontos percentuais. O empresário e deputado estadual Roberto Cidade (União Brasil), de 39 anos, que presidiu a Assembleia Legislativa e possui histórico como governador interino com apoio do grupo do ex-governador Wilson Lima, aparece com 18%. Em sua esteira, a empresária, professora, contadora e advogada Maria do Carmo Seffair (PL), de 66 anos, desponta com 16% como o principal expoente do campo conservador no pleito, contando com o apoio de Flávio Bolsonaro. O ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante), de 57 anos, registra 15% das preferências.
A composição dos concorrentes ao governo amazonense conta ainda com perfis que buscam espaço em nichos específicos do eleitorado. O ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro Cabo Daciolo (Mobiliza), bombeiro militar aposentado e pastor evangélico de 50 anos, obteve 2% após transferir seu domicílio eleitoral para o estado. Por sua vez, o advogado e líder indígena Isael Munduruku (Rede) soma 1%, pautando bandeiras voltadas às populações originárias e ao desenvolvimento da região, enquanto o professor e dirigente sindical Gilberto Vasconcelos (PSTU) não pontuou no levantamento.
O que esta em jogo: O Amazonas ocupa uma posição estratégica na federação, unindo relevância geopolítica, riquezas naturais e a gestão de incentivos do modelo de desenvolvimento regional. A disputa pelo governo estadual em 2026 expõe um embate direto entre o projeto alinhado ao Palácio do Planalto e as forças conservadoras e de centro-direita que disputam a preferência do eleitor local, tornando a definição da vaga para o segundo turno um divisor de águas para o futuro político e institucional da região.
Com informacoes de revistaoeste.com.