Senador Cleitinho Azevedo lidera corrida ao governo de Minas Gerais com 37% e vence todos os cenários de segundo turno, aponta pesquisa Quaest.

O cenário político em Minas Gerais para as eleições de 2026 começa a desenhar uma liderança consolidada do campo conservador. De acordo com pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta quarta-feira, 23, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) desponta na liderança isolada da corrida ao Palácio Tiradentes com 37% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. O parlamentar abriu uma distância expressiva sobre o segundo colocado, o deputado federal petista Patrus Ananias (PT), que pontua com 16% — menos da metade do índice registrado pelo líder da disputa.
Em termos comparativos, o desempenho de Cleitinho demonstra uma trajetória consistente de crescimento em relação à rodada anterior do instituto, realizada no início de setembro. Naquele levantamento, o senador registrava 32%, o que representa um avanço de cinco pontos porcentuais. Já o bloco opositor e os demais competidores enfrentam dificuldades de tração: o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) aparece com 8% (tendo recuado frente aos 11% do início do mês), enquanto o governador Mateus Simões (PSD) registra 7% (após marcar 8% na sondagem prévia). Na sequência da lista surgem Flávio Roscoe (PL), com 5%; Gabriel Azevedo (MDB), com 2%; e Ben Mendes (Missão) e Professor Túlio Lopes (PCB), com 1% cada. O contingente de eleitores indecisos soma expressivos 16%, superando individualmente a quase totalidade dos candidatos, enquanto brancos, nulos ou abstenções declaradas alcançam 7%.
Vantagem expressiva em simulações diretas
A força eleitoral de Cleitinho se evidencia de maneira ainda mais contundente nos cenários projetados para um eventual segundo turno, nos quais o parlamentar atinge ou encosta na marca de metade dos votos válidos e totais contra todos os concorrentes testados. No embate direto contra o representante da esquerda, Patrus Ananias, o senador atinge 50% da preferência popular contra 26% do petista, deixando 13% de indecisos e 11% de brancos ou nulos. Contra Alexandre Kalil, a vantagem se mantém sólida, com o senador pontuando 49% ante 26% do ex-prefeito, restando 14% de indecisos e 11% sem opção declarada.
O confronto com o atual chefe do Executivo mineiro, Mateus Simões, revela o cenário mais desfavorável para o Palácio da Liberdade: Cleitinho alcança 50% das intenções, enquanto Simões obtém 18% — uma diferença superior a 30 pontos porcentuais. Nesse recorte, 16% permanecem indecisos e outros 16% afirmam que anulariam ou votariam em branco. Os dados mostram que, no momento, a base conservadora e os eleitores refratários ao petismo encontram forte canalização na figura de Cleitinho, impondo perdas estratégicas tanto à esquerda tradicional quanto à centro-direita governista.
Disputa embolada para o Senado Federal
O levantamento também mensurou a disputa pelas duas cadeiras do Senado Federal que serão renovadas pelo eleitorado mineiro em 2026. Na contagem combinada das duas opções de voto permitidas aos entrevistados, a prefeita de Contagem Marília Campos (PT) soma 13%, figurando em empate técnico na liderança com três nomes do campo opositor e de centro: o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o senador Carlos Viana (PSD) e o deputado Domingos Sávio (PL), todos com 10% cada, dentro da margem de erro de três pontos porcentuais. Marcelo Aro (PP) aparece com 6% e Áurea Carolina (Psol) com 3% na soma global.
O que a sondagem ainda deixa em aberto, no entanto, é o impacto real da fragmentação partidária no campo da direita e a consolidação de palanques definitivos. Resta saber se o Partido Liberal manterá candidatura própria ao governo estadual com Flávio Roscoe ou se haverá uma aliança formal em torno do nome do senador do Republicanos, além da definição sobre como as alianças nacionais interferirão nas disputas pelas duas vagas senatoriais. A pesquisa Quaest ouviu 1,5 mil eleitores presencialmente entre os dias 19 e 22 de setembro, com nível de confiança de 95%, sob o registro MG-03276/2026 na Justiça Eleitoral.
O que está em jogo: os próximos passos das articulações partidárias em Minas Gerais dependerão da capacidade de Mateus Simões e do grupo governista em reagir aos índices do Republicanos, enquanto os 16% de indecisos e a divisão de votos entre PL e PSD forçarão negociações de bastidores até o prazo final das convenções eleitorais de 2026.
Com informacoes de revistaoeste.com.