Pesquisa Quaest aponta Celina Leão com 33% para o governo do DF e Michelle Bolsonaro com 26% na disputa pelas vagas ao Senado.

Um novo levantamento encomendado pela TV Globo ao instituto Quaest no Distrito Federal aponta a consolidação de nomes ligados ao campo conservador na liderança das intenções de voto para o Palácio do Buriti e para o Senado Federal. No cenário estimulado para o Executivo local, a governadora Celina Leão (PP) desponta na dianteira com 33%, abrindo uma vantagem de doze pontos percentuais sobre o segundo colocado, Leandro Grass (PT), que soma 21%. O ex-governador Arruda (PSD) aparece na terceira colocação, registrando 17% da preferência do eleitorado brasiliense.
A pesquisa detalha que Paula Belmonte (PSDB) figura com 5%, enquanto Cappelli (PSB) e Kiko Caputo (Novo) atingem 2% cada um. Os votos brancos e nulos totalizam 8%, ao passo que 12% dos entrevistados se declaram indecisos. Em uma perspectiva proporcional, o bloco de eleitores que hoje apoia Celina Leão corresponde a um terço exato de todo o eleitorado consultado, superando com folga a soma dos candidatos de menor expressão somados à esquerda tradicional na capital do país.
Disputa jurídica altera o cenário eleitoral
O instituto também testou uma simulação alternativa excluindo candidaturas indeferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), como a de Arruda, além de Elisson (Agir) e Rico Pinheiro (PRTB). Como os postulantes recorreram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e mantêm o direito de fazer campanha durante a tramitação dos recursos, o quadro segue em aberto na esfera jurídica. Sem Arruda na disputa, Celina Leão atinge 34% e Leandro Grass vai a 23%, enquanto Paula Belmonte sobe para 7%, Kiko Caputo vai a 3% e Cappelli permanece com 2%. Nesse desenho, a taxa de indecisos e de votos brancos e nulos sobe expressivamente para 15% em cada segmento.
Na disputa pelas duas cadeiras em jogo no Senado Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) desponta em primeiro lugar com 26% das menções estimuladas. Ela é seguida pela senadora Leila do Vôlei (PDT), com 19%, e por um empate na terceira posição entre Erika Kokay (PT) e a deputada Bia Kicis (PL), ambas com 15%. Mais atrás aparecem Sebastião Coelho (Novo), com 2%, e Ronaldo Fonseca (PSD), Professor Guilherme Amorim (UP) e Guto Felício dos Santos (PSDB), com 1% cada. Brancos e nulos chegam a 9%, e indecisos a 11%.
Preferências para o primeiro e segundo voto
Quando a pesquisa afere a prioridade estrita para o primeiro voto ao Senado, a vantagem de Michelle Bolsonaro se amplia de forma significativa, alcançando 40% das escolhas do eleitorado, contra 19% de Leila do Vôlei e Erika Kokay, e 8% de Bia Kicis. Já na avaliação direcionada à segunda vaga, Bia Kicis assume a dianteira com 22%, Leila pontua com 18%, Michelle com 13% e Kokay com 11%. Na sondagem espontânea, contudo, 56% dos entrevistados admitiram ainda não ter candidato definido, indicando que a decisão da maioria da população ocorrerá nas etapas finais do processo.
O levantamento da Quaest entrevistou 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 19 e 22 de setembro, trazendo margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os dados estão formalmente registrados no TSE sob os números DF-02596/2026 e BR-03609/2026. Permanece em aberto, contudo, o impacto que eventuais decisões do plenário do TSE sobre a impugnação da chapa de Arruda terão na redistribuição definitiva dos votos da base de centro-direita no Distrito Federal.
O que está em jogo: o controle político do Distrito Federal e a composição da bancada da capital no Senado, dependendo agora do julgamento dos recursos de Arruda no TSE e da capacidade de Celina Leão e Michelle Bolsonaro de converterem a liderança das pesquisas registradas sob os números DF-02596/2026 e BR-03609/2026 em vitórias nas urnas.
Com informacoes de revistaoeste.com.