Votação do primeiro turno começou na Nova Zelândia e na Austrália. Brasileiros no exterior votam apenas para a Presidência da República.

O processo eleitoral brasileiro teve início no exterior com a abertura das primeiras seções na Nova Zelândia e na Austrália. Em virtude do fuso horário adiantado em relação a Brasília, os cidadãos que residem na Oceania foram os pioneiros a comparecer aos locais de votação para escolher o próximo mandatário do Poder Executivo federal, dando a largada oficial no primeiro turno do pleito presidencial.
Na capital neozelandesa, Wellington, as urnas foram abertas na embaixada do Brasil às 8h de domingo, 4, no horário local — o que representava 16h de sábado, 3, no horário de Brasília. O encerramento das atividades na cidade foi programado para as 17h locais (1h de domingo em Brasília). Para exercer a cidadania e o direito ao sufrágio, os eleitores precisaram apresentar passaporte ou outro documento oficial com foto expedido há menos de dez anos.
Regras e participação na Austrália
Na Austrália, a movimentação também mobilizou um contingente representativo da comunidade brasileira. Mais de 6 mil eleitores foram registrados como aptos a votar nas representações diplomáticas e seções instaladas nas cidades de Camberra, Melbourne e Perth. Em termos de escala, esse eleitorado australiano equivale à população votante de municípios de pequeno porte no interior do Brasil, demonstrando a relevância da diáspora na composição total dos votos no exterior.
Nos três postos de votação australianos, os trabalhos foram estipulados para ocorrer entre 8h e 17h pelo horário local, correspondendo ao período entre 18h de sábado e 3h de domingo no fuso horário de Brasília. Diferente do território nacional, os eleitores cadastrados fora do país depositam seus votos exclusivamente na disputa para presidente da República, sem participação nas eleições para governador, senador, deputado federal ou deputado estadual.
Contagem e lacunas da apuração
O encerramento antecipado das urnas na Oceania gera expectativa natural sobre as tendências iniciais, mas os dados oficiais desses postos permanecem integrados à totalização geral conduzida pela Justiça Eleitoral. O que ainda não se sabe publicamente é o índice exato de abstenção registrado nessas capitais antes do fechamento global das urnas, tampouco a velocidade com que os boletins de urna dessas embaixadas serão consolidados nos sistemas centrais em comparação com as eleições anteriores.
O que está em jogo: a apuração dos mais de 6 mil votos na Austrália e dos eleitores em Wellington testa a logística eleitoral externa e serve como primeiro termômetro do comparecimento da comunidade brasileira no exterior antes do início da votação em território nacional.
Com informacoes de revistaoeste.com.