Disputa pelo Palácio Lauro Sodré tem seis candidatos estreantes após saída de Helder Barbalho. Veja patrimônios e alianças na corrida.

A corrida pelo comando do Palácio Lauro Sodré, sede do Poder Executivo estadual do Pará, apresenta um cenário atípico no pleito eleitoral de 2026. Com a desincompatibilização de Helder Barbalho (MDB), que renunciou ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado Federal, abriu-se espaço para que a atual governadora em exercício, Hana Ghassan Tuma (MDB), busque sua primeira eleição direta como titular da pasta. O movimento marca o início de um novo ciclo na política paraense, colocando à prova a força da máquina pública emedebista diante de novas candidaturas da oposição e de diferentes frentes ideológicas.
O contexto prévio da política local ainda reflete o peso eleitoral das urnas de 2022, ocasião em que Barbalho consolidou uma vitória expressiva no primeiro turno, alcançando a marca de 70,41% dos votos válidos em todo o território estadual. Traduzindo esse patamar em termos de representatividade, o grupo político governista conquistou mais de sete em cada dez eleitores paraenses na última disputa, estabelecendo uma hegemonia que agora será testada sem o nome do antigo titular diretamente encabeçando a chapa executiva.
Perfil e patrimônio dos seis postulantes
Conforme os dados oficiais registrados na plataforma DivulgaCand, gerenciada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seis postulantes oficializaram seus nomes na disputa de outubro, sendo que todos concorrem ao cargo de governador pela primeira vez. A lista abrange candidatos com trajetórias e declarações patrimoniais bastante distintas: a atual governadora Hana Ghassan (MDB), pela coligação “O Pará tá junto”, declarou R$ 1.670.461,00; enquanto o médico Dr. Daniel (Daniel Barbosa Santos), concorrendo pelo Podemos na coligação “O Pará é do Povo”, informou possuir o maior patrimônio entre os registrados, somando R$ 4.753.760,80 em bens.
No campo oposicionista e nas candidaturas de siglas sem coligação formal, aparecem ainda a advogada Ruth Reis (Democrata), que registrou R$ 1.324.017,48 em patrimônio, e a servidora pública aposentada Araceli Lemos (PSOL), com R$ 534.231,19. Completam a lista de postulantes ao governo a comunicóloga Well Macedo (PSTU) e a também servidora aposentada Gal Leite (Unidade Popular), ambas sem registro de bens declarados perante a Justiça Eleitoral no momento da inscrição.
Cenário eleitoral e indefinições na disputa
Na balança de perdas e ganhos políticos, a permanência de Hana Ghassan à frente do Executivo garante ao grupo do MDB a continuidade dos palanques regionais e o aproveitamento da máquina administrativa estadual. Em contrapartida, forças de oposição e legendas de centro e direita buscam canalizar o desgaste natural da gestão para romper a concentração de poder local. Do ponto de vista prático, ainda não se sabe qual será o impacto real da transferência de votos de Barbalho para Ghassan nas urnas, nem como o eleitorado conservador irá se posicionar diante das opções partidárias disponíveis, dado o perfil variado das candidaturas registradas.
O que está em jogo: A definição de quem assumirá o Palácio Lauro Sodré em 1º de janeiro de 2027 decidirá o futuro da gestão pública e das contas do Estado do Pará. O eleitorado paraense terá de escolher entre a continuidade do grupo de Helder Barbalho e Hana Ghassan (MDB) ou a alternância representada por candidaturas como a do Dr. Daniel (Podemos) e Ruth Reis (Democrata), cabendo acompanhar nas próximas semanas o avanço da campanha oficial e eventuais julgamentos de registros pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Com informacoes de revistaoeste.com.