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Debate ao Senado por SP tem embates e trocas de acusações

Candidatos ao Senado por SP debatem segurança pública, atuação do STF e alianças políticas na reta final do primeiro turno.

Por Redação Ponto FixoPublicado 21/09/2026 às 13h03· 3 min de leitura
Debate ao Senado por SP tem embates e trocas de acusações
Foto: Reprodução

A corrida pelas duas cadeiras do Senado Federal representando o Estado de São Paulo entrou em sua fase decisiva nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026. A apenas 13 dias da votação do primeiro turno, o debate promovido em conjunto pelo UOL e pelo jornal Folha de S.Paulo reuniu os postulantes mais bem posicionados nas sondagens de intenção de voto: Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Ricardo Salles (Novo). O encontro representou o segundo embate direto entre os concorrentes — que já haviam medido forças no dia 9 de setembro na TV Bandeirantes —, evidenciando fraturas ideológicas e disputas acirradas pelo eleitorado paulista.

Disputa direta no campo conservador

O foco mais intenso das trocas de acusações deu-se no segmento da direita, onde André do Prado e Ricardo Salles travaram duelos verbais contundentes. Prado, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), acusou o ex-ministro de ter “medinho” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sugerindo recuo em requerimentos de investigação pelo fato de Salles responder a inquérito sobre exploração de madeira na Corte. Salles rechaçou prontamente a insinuação, afirmando que o Ministério Público já pediu sua absolvição e que assinou pedidos de CPI correlatos. O ex-ministro contra-atacou ao vincular Prado às práticas tradicionais do Centrão, apontando desgaste de figuras do bloco partidário.

A fidelidade partidária e as eleições presidenciais também dividiram o palanque. André do Prado classificou Salles como “ingrato” por apoiar a candidatura presidencial de Romeu Zema (Novo) em detrimento de Flávio Bolsonaro (PL). Em resposta, Salles defendeu a apuração técnica para o impeachment de ministros do STF em caso de comprovação de crime de responsabilidade, criticando a condução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem acusou de travar a tramitação de tais pedidos. Prado sustentou sua defesa ressaltando sua trajetória: “Eu respondo por mim, pelo meu histórico de 32 anos de vida pública e ficha limpa. Não tem um processo ao qual eu respondo”.

Divergências sobre a segurança pública

No bloco programático, o debate colocou frente a frente a agenda da esquerda e a atual gestão da segurança pública em São Paulo. Simone Tebet e Marina Silva, que integram a chapa estadual de oposição encabeçada por Fernando Haddad (PT), direcionaram críticas severas à gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Tebet afirmou que o cotidiano da população, especialmente o das mulheres, permanece dominado pelo medo, acusando a gestão de focar apenas em números frios e negligenciar a proteção efetiva dos cidadãos.

Ex-secretário da pasta no estado, Guilherme Derrite rebateu apontando as estatísticas consolidadas da administração paulista, incluindo a menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes do país e a retração nos índices de roubos e furtos. Derrite enfatizou que o gargalo central reside na impunidade fomentada pela legislação penal branda, cobrando reformas no sistema de justiça criminal. Ele ainda criticou a incoerência das adversárias ao afirmarem combater a criminalidade enquanto representam o governo federal. Marina Silva interveio pontuando que o enfrentamento ao feminicídio e à violência exige cooperação estruturada entre a União e os estados, e não apenas retórica eleitoral.

O que está em jogo: A distribuição dos votos conservadores entre Guilherme Derrite, André do Prado e Ricardo Salles na reta final de campanha para o Senado por São Paulo, enquanto Simone Tebet e Marina Silva tentam consolidar o eleitorado de centro-esquerda; resta saber se o impacto dos confrontos sobre o STF e a segurança pública alterará o desenho das duas vagas em disputa na votação de outubro.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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