Levantamento do Real Time Big Data aponta Derrite, André do Prado e Simone Tebet tecnicamente empatados na disputa pelas duas vagas ao Senado.

O cenário eleitoral para a renovação das cadeiras do Estado de São Paulo no Senado Federal apresenta uma disputa acirrada e polarizada, com três concorrentes rigorosamente empatados dentro da margem de erro. Conforme levantamento do instituto Real Time Big Data, realizado entre os dias 16 e 19 de setembro de 2026 com 2 mil eleitores paulistas, o deputado federal Guilherme Derrite (PP) desponta com 20% das intenções de voto, seguido de perto pelo presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), que registra 18%, e pela ex-ministra Simone Tebet (PSB), com 17%. Como a margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, os três postulantes dividem tecnicamente a liderança do pleito.
Logo atrás do primeiro pelotão, a ex-ministra Marina Silva (Rede) contabiliza 14% da preferência, enquanto o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) aparece com 9%. Figuras com menor apelo somam parcelas residuais: Soninha Francine (Cidadania) tem 3%, Guto Schiavetto (Missão) e Geraldo Rufino (Podemos) registram 2% cada, e outros candidatos totalizam 2%. Votos brancos e nulos alcançam 6%, ao passo que 7% dos entrevistados ainda não sabem ou não responderam. Quando analisados em conjunto, os três nomes mais alinhados à direita e à pauta do livre mercado e da segurança pública — Derrite, Prado e Salles — concentram 47% do eleitorado, superando os 31% somados pela dupla governista da esquerda (Tebet e Marina).
Disputa por duas vagas renova bancada
Para contextualizar o processo, a eleição de 2026 renovará dois terços do Senado, abrindo duas vagas simultâneas para o colégio eleitoral paulista, decorrentes do encerramento dos mandatos de Giordano (Podemos) e Mara Gabrilli (PSD) no início de 2027. O senador Astronauta Marcos Pontes (PL), vitorioso na disputa de 2022, segue com mandato até 2031. Esse arranjo de duas cadeiras transforma a estratégia eleitoral: enquanto o bloco da esquerda aposta na dobradinha formada por Simone Tebet e Marina Silva, integrantes do palanque de Fernando Haddad com chancela do presidente Lula, o campo conservador articulou a aliança de André do Prado e Guilherme Derrite em apoio ao governador Tarcísio de Freitas e a Flávio Bolsonaro (PL).
Nessa dinâmica de forças, o principal beneficiado pela configuração atual é o grupo governista estadual, que conseguiu colocar seus dois candidatos formais — Derrite e Prado — em condições reais de ocupar ambas as vagas abertas em Brasília. Por outro lado, Ricardo Salles, que concorre de forma avulsa sem o aval formal da máquina estadual, perde tração ao disputar votos diretamente com a base conservadora consolidada. Já o bloco de esquerda enfrenta o desafio de converter intenções de voto isoladas em uma chapa casada que consiga furar a hegemonia demonstrada pela centro-direita em São Paulo.
Incógnitas da reta final e registro oficial
Apesar da clareza dos números registrados sob o código SP-07495/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 95% de nível de confiança, ainda não se sabe como se comportará a transferência do segundo voto do eleitorado paulista na urna. Resta em aberto se o eleitor conservador escolherá votar conjuntamente em Derrite e André do Prado ou se fragmentará sua escolha com Ricardo Salles, assim como falta observar a solidez da aliança entre os apoiadores de Tebet e Marina Silva nas semanas que antecedem a votação oficial.
O que está em jogo: A composição de dois terços da representação de São Paulo no Senado a partir de 2027 depende de como Derrite, André do Prado e Simone Tebet converterão seus índices na reta final, cabendo ao eleitor paulista definir se consolidará maioria conservadora ou abrirá espaço para a base federal de Lula no Congresso.
Com informacoes de revistaoeste.com.