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Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 2026, diz BTG

Pesquisa BTG/Nexus aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no 1º e 2º turnos em 2026, com desaprovação do petista batendo 50%.

Por Redação Ponto FixoPublicado 21/09/2026 às 09h02· 3 min de leitura
Lula e Flávio Bolsonaro empatam em 2026, diz BTG
Foto: Montagem sobre reprodução

Um novo levantamento eleitoral divulgado nesta segunda-feira, 21 de setembro de 2026, pelo instituto BTG/Nexus, consolida um cenário de polarização extrema e equilíbrio estatístico para a disputa pelo Palácio do Planalto. Em uma eventual simulação de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 46% das intenções de voto contra 45% do senador Flávio Bolsonaro. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois postulantes figuram em situação de empate técnico rigoroso, confirmando a alta competitividade da oposição conservadora.

O levantamento, que realizou 2.006 entrevistas telefônicas entre os dias 18 e 20 de setembro e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-00485/2026, representa a 15ª rodada da série temática contratada pelo banco BTG Pactual, ao custo informado de R$ 164.888,89. Na rodada imediatamente anterior, publicada em 14 de setembro, o quadro mostrava Lula com 47% e o senador com 46%, revelando estabilidade na margem de oscilação dentro de um intervalo de apenas uma semana e evidenciando a cristalização dos blocos partidários.

Equilíbrio no primeiro turno e outros cenários

A paridade também se reflete no cenário de primeiro turno estimulado. Lula lidera numericamente com 40% das intenções, enquanto Flávio Bolsonaro soma 37%, configurando outro empate técnico dentro do intervalo de tolerância da amostragem. Atrás da dupla principal, o escritor Augusto Cury obteve 6% da preferência, seguido pelo governador Ronaldo Caiado, com 5%, e Renan Santos, com 3%. Romeu Zema e Samara registraram 1% cada, ao passo que nomes como Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Edmilson Costa, Wilson Grassi e Clariana Barão não pontuaram. O contingente de brancos, nulos ou indecisos atingiu 6% na primeira etapa e 8% no confronto direto.

Em testes alternativos de segundo turno contra outros nomes do campo de centro-direita e da terceira via, o atual ocupante do Planalto também enfrenta forte resistência: empata em 45% a 45% com Ronaldo Caiado e oscila dentro da margem contra Augusto Cury (44% a 43%). Contra Romeu Zema, o petista pontua 47% a 41%, e atinge 47% a 39% diante de Renan Santos, o que demonstra que a insatisfação popular não se restringe a uma única alternativa eleitoral.

Desaprovação em alta e barreiras de rejeição

O dado estrutural que explica o teto eleitoral do governo reside na avaliação da administração federal: 50% dos brasileiros desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 46% o aprovam e 4% não souberam avaliar. Na métrica qualitativa, a gestão é classificada como “ruim/péssima” por 45% dos entrevistados, superando com folga os 35% que a consideram “ótima/boa” e os 18% que a julgam “regular”. Esse desgaste administrativo alimenta uma rejeição consolidada de 49% contra Lula e de 50% contra Flávio Bolsonaro, ambos impedidos de expandir votos fora de suas bases fiéis.

No quesito de convicção do voto, Lula preserva 37% de eleitores que afirmam que ele é o “único em quem votaria”, enquanto Flávio dispõe de 30% nessa condição. Por outro lado, o senador conta com um potencial de diálogo ligeiramente mais amplo entre os indecisos que admitem flexibilidade de escolha: 17% dizem que “poderiam votar nele”, contra 12% que dizem o mesmo sobre o presidente da República. Ainda não se sabe, contudo, como eventuais alianças formais das candidaturas menores e a definição dos palanques estaduais poderão redistribuir os votos dos concorrentes de menor porte na reta final.

O que está em jogo: a confirmação de que Flávio Bolsonaro empata numericamente dentro da margem de erro contra a máquina federal reduz o espaço de manobra do PT e obriga o Planalto a rever sua estratégia de comunicação e articulação com o Congresso para conter a desaprovação de 50% apontada no registro BR-00485/2026, enquanto a oposição conservadora ganha fôlego para unificar o bloco anti-Lula em torno do senador.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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