Temporais severos provocaram danos generalizados em municípios catarinenses, levando cinco cidades a decretar situação de emergência após estragos em milhares de residências e uma morte.

A passagem de severas tempestades com queda massiva de granizo deixou um cenário de destruição em pelo menos 23 cidades de Santa Catarina entre a noite de sexta-feira, 28, e a madrugada de domingo, 30. A força dos temporais obrigou cinco municípios a decretarem situação de emergência: a capital Florianópolis, além de Biguaçu, Bom Jesus, Quilombo e Ipuaçu. Diante da dimensão dos prejuízos materiais sofridos pelas famílias locais, a Defesa Civil estadual precisou mobilizar recursos urgentes para iniciar o fornecimento de itens essenciais, como telhas, cumeeiras, lonas, colchões e kits de acomodação.
Entre as regiões mais castigadas, a Grande Florianópolis concentrou expressivo número de atingidos. Apenas na capital, cerca de 600 residências sofreram avarias significativas, acompanhadas por estragos severos em veículos, o que demandou o envio emergencial de dezenas de rolos de lona. Já no município vizinho de Biguaçu, a situação se revelou ainda mais crítica, com a prefeitura registrando aproximadamente 2,3 mil ocorrências diretamente relacionadas a danos em imóveis, totalizando mais de 6 mil cidadãos diretamente prejudicados pelo evento climático.
A tragédia também foi marcada por perdas humanas irreparáveis. No município de Palhoça, também na região metropolitana, uma turista de 39 anos foi atingida pela descarga elétrica de um raio na Praia do Sonho durante as tempestades de sexta-feira, 28. Apesar de ter recebido socorro imediato e ter sido encaminhada a uma unidade hospitalar, a mulher não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado no sábado, 29, reforçando o elevado perigo associado às instabilidades elétricas atípicas.
O impacto do granizo e dos vendavais não se limitou à faixa litorânea, alcançando com severidade o interior e as áreas produtivas do Grande Oeste. No levantamento oficial, Ipuaçu contabilizou 210 residências danificadas, seguido por Bom Jesus com 81, Entre Rios com 80, Quilombo com 32 e Ouro Verde com 23 edificações afetadas. Além dos destelhamentos residenciais e alagamentos, houve registros expressivos de quedas de árvores e prejuízos materiais a estruturas agrícolas e rurais, que sustentam expressiva parcela das famílias e da economia regional.
Para tentar conter transbordamentos frente aos alertas meteorológicos que preveem acumulados de até 200 milímetros no Oeste, Meio-Oeste, Planalto Sul, Litoral Sul e Grande Florianópolis até terça-feira, 1º, o governo estadual acionou planos de contenção hídrica. A Defesa Civil realizou o fechamento das comportas das barragens Sul, localizada em Ituporanga, e Oeste, em Taió, em um esforço técnico e preventivo para diminuir os níveis dos rios nas áreas urbanas e salvaguardar a população ribeirinha.
O que esta em jogo: A recorrência de tempestades extremas de granizo e chuva torrencial no Sul do Brasil evidencia a necessidade de infraestruturas resilientes e de respostas rápidas das defesas civis municipais e estaduais para amparar famílias, assegurar a moradia e mitigar prejuízos materiais ao patrimônio privado e à produção rural. A capacidade logística de prevenção e de manejo de barragens é determinante para proteger vidas e evitar que desastres climáticos paralisem a economia e desestruturem comunidades inteiras.
Com informacoes de revistaoeste.com.