Nova unidade Drummond Play aposta na formação de novos leitores com acervo voltado ao público infantojuvenil na Avenida Paulista.

Em um movimento que contraria o pessimismo recente sobre o mercado físico de livros, a Drummond Livraria inaugurou uma nova loja no tradicional Conjunto Nacional, situado na Avenida Paulista, em São Paulo. A unidade, batizada de Drummond Play, abriu as portas em uma terça-feira, 25, com a proposta estratégica de priorizar a formação de novos leitores e incentivar o hábito do consumo literário desde a infância.
O novo empreendimento chega ao polo cultural paulistano com um expressivo acervo de cerca de 40 mil exemplares. A curadoria do espaço é amplamente direcionada a crianças, adolescentes e jovens adultos, criando um ambiente pensado sob medida para dialogar com diferentes faixas etárias em processo de desenvolvimento educacional e intelectual.
A iniciativa reforça a presença da marca no emblemático centro comercial da capital paulista. Esta é a segunda operação da Drummond Livraria dentro do Conjunto Nacional; o espaço pioneiro permanece ativo com um catálogo que também ultrapassa 40 mil títulos, mantendo uma abordagem voltada ao público geral e adulto, enquanto o novo endereço concentra esforços na nova geração de consumidores de literatura.
Segundo Pedro Almeida, publisher, sócio do empreendimento e cofundador da Faro Editorial, a proximidade física com as obras é indispensável para sedimentar o interesse pelos livros. “Nos preocupamos em criar um ambiente focado em crianças, jovens e jovens adultos. A criança e o adolescente precisam ter esse contato”, destacou o empresário ao justificar o investimento no ambiente temático.
A história da Drummond Livraria remonta a 2022, quando foi fundada pela união de Vitor Tavares, sócio da Distribuidora Loyola, e dos editores Pedro Almeida e Diego Drumond, da Faro Editorial. A denominação escolhida homenageia a trajetória da família de Diego Drumond no segmento editorial, resgatando a memória de uma livraria gerida por sua mãe ao longo dos anos 1990.
O que esta em jogo: A expansão de livrarias físicas em pontos de grande fluxo urbano sinaliza a força da iniciativa privada e da livre iniciativa na preservação da cultura e da erudição, em um momento de concorrência intensa com telas digitais. Ao investir diretamente na formação infantil e juvenil, o setor reforça a importância da leitura sólida como alicerce para o desenvolvimento do pensamento crítico, da educação familiar e da preservação cultural de um país.
Com informacoes de revistaoeste.com.