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Operação Rastreio mira esquema nacional de celulares roubados com 41 mandados e apreensões interestaduais

Uma vasta operação coordenada pela Polícia Civil e Receita Federal desarticula esquema nacional de receptação de celulares roubados, com mandados em dez estados e foco em organização criminosa.

Por Redação Ponto FixoPublicado 02/07/2026 às 11h02· 3 min de leitura
Operação Rastreio mira esquema nacional de celulares roubados com 41 mandados e apreensões interestaduais
Foto: Agência Brasil

A Polícia Civil e a Receita Federal lançaram, nesta quinta-feira, 2, uma operação conjunta de grande escala, denominada Rastreio, visando desmantelar um esquema nacional de receptação de celulares roubados e furtados. A ação cumpre 41 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em outros nove estados, evidenciando a capilaridade da rede criminosa que distribui eletrônicos ilícitos por diversas regiões do país.

A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) coordena a ofensiva, que revelou como aparelhos subtraídos no Rio de Janeiro eram escoados em uma complexa teia interestadual. As investigações já interceptaram 30 encomendas, totalizando 65 celulares usados. A perícia técnica confirmou que a maioria desses dispositivos possuía restrições na Anatel ou registros de roubo e furto, um indicativo claro da natureza ilícita do material. A estratégia dos criminosos de enviar pequenos lotes dificultava o rastreamento, mas não impediu a atuação integrada das forças de segurança.

A operação contra o comércio ilegal de celulares se soma a outras ações importantes realizadas no mesmo dia no Rio de Janeiro. A Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis, por exemplo, cumpriu mandados em São Gonçalo para desarticular um esquema de receptação de veículos e placas clonadas, que teria ligação com o Comando Vermelho. O principal investigado, que utilizava redes sociais e o comércio automobilístico para suas negociações, foi detido, evidenciando a audácia e o método de atuação desses grupos.

Paralelamente, na Zona Oeste do Rio, a Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) atuou contra uma milícia. A operação resultou na prisão de três homens, incluindo o chefe da quadrilha, e na apreensão de um fuzil, uma pistola e um carro clonado. As investigações apontam que essa milícia utilizava empresas de internet para lavagem de dinheiro, revelando a sofisticação na ocultação de seus ganhos ilícitos. A diversidade e a simultaneidade dessas operações demonstram um esforço concentrado das autoridades em combater diferentes frentes do crime organizado no estado.

Essas ações, que também incluíram a desarticulação de um bunker do tráfico na Lapa na quarta-feira, 1º, reforçam a importância da inteligência e da cooperação entre diferentes órgãos de segurança para enfrentar o crime organizado. A interceptação de redes de receptação e a prisão de líderes criminosos são passos cruciais para desestabilizar as finanças e a logística de grupos que exploram a criminalidade para lucros ilícitos, afetando diretamente a segurança e a economia dos cidadãos.

O que está em jogo: A efetividade dessas operações é crucial para reduzir a criminalidade, descapitalizar grupos criminosos e proteger o patrimônio e a vida dos cidadãos, impactando diretamente a sensação de segurança pública e a confiança nas instituições estatais.

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