A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) sinalizam a rejeição de pelo menos três acordos de delação premiada no âmbito das investigações sobre desvios de aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão decorre da avaliação de que as propostas apresentadas pelos investigados não oferecem provas novas ou consistentes que possam corroborar as acusações e avançar a apuração dos fatos.
Entre os acordos travados está o do empresário Maurício Camisotti, cuja negociação já havia avançado e precisou ser reiniciada por exigência da PGR. Segundo informações, Camisotti não teria demonstrado possuir os valores para devolução de forma efetiva, nem se comprometeu a entregar bens concretos, além de seus depoimentos não irem além do que já havia sido apurado. A própria PF, inclusive, recuou de um acordo que havia assinado inicialmente, quando o caso tramitava em outra divisão.
Outros dois investigados, o ex-procurador do INSS Virgílio Antônio Ribeiro e o ex-diretor de Benefícios André Fidélis, também tiveram suas tratativas recusadas. As declarações de ambos sobre supostos repasses de propina a políticos foram consideradas sem provas de corroboração pelos investigadores. Os três investigados permanecem presos desde o final do ano passado, enquanto a PF concentra esforços em finalizar os primeiros inquéritos e concluir perícias em vasto material apreendido, incluindo cerca de 50 celulares.
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