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Suprema Corte dos EUA libera regras de Trump para endurecer controle do voto por correio

Por 6 votos a 3, a Suprema Corte dos EUA derrubou liminar e autorizou a aplicação de medidas federais de verificação de cidadania no voto por correspondência.

Por Redação Ponto FixoPublicado 25/08/2026 às 00h02· 2 min de leitura
Suprema Corte dos EUA libera regras de Trump para endurecer controle do voto por correio
Foto: Reprodução

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu uma vitória expressiva à administração de Donald Trump nesta segunda-feira, 24, ao autorizar a execução de parte de uma ordem executiva voltada ao reforço da lisura e da integridade eleitoral. O decreto presidencial estabelece critérios mais rigorosos para o envio e a distribuição de cédulas de votação por correio em 23 estados americanos, com vistas às eleições de meio de mandato programadas para o próximo mês de novembro.

A decisão foi tomada por um placar de 6 votos a 3, derrubando a liminar prévia que impedia a aplicação das diretrizes governamentais — medida contra a qual a administração federal havia recorrido formalmente em julho. Com a derrubada da trava judicial, o Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) e o Departamento de Justiça anunciaram o início imediato dos trabalhos para fazer valer as novas exigências de fiscalização em todo o território abrangido.

Intitulada “Preservando e protegendo a integridade das eleições norte-americanas”, a ordem executiva determina que as agências federais elaborem listagens formais de cidadãos elegíveis com o apoio de bases de dados mantidas pelo Departamento de Segurança Interna. Sob essa nova dinâmica operacional, o USPS fica expressamente orientado a realizar a entrega de cédulas de votação por correspondência exclusivamente para os eleitores que constarem nessas listas devidamente checadas e validadas.

A legislação dos Estados Unidos veda taxativamente o registro e o voto de estrangeiros em eleições federais. A justificativa central do governo é que diversas administrações estaduais não realizam uma verificação estrita e adequada do status de cidadania dos eleitores cadastrados, o que torna imperativo o uso de registros federais para blindar o pleito contra irregularidades. Trump tem sido um crítico contumaz da expansão indiscriminada da votação por correio, sustentando que a falta de controle rigoroso abre brechas para adulterações e fraudes.

Embora os opositores tenham argumentado que as diretrizes configurariam uma ingerência indevida do Executivo federal nas atribuições dos estados, a Suprema Corte assentou que as ordens foram direcionadas estritamente a órgãos e agências do próprio governo federal. Os magistrados ressaltaram, contudo, que o julgamento ateve-se apenas à derrubada da medida liminar, sem entrar no mérito definitivo sobre a constitucionalidade do texto integral do decreto, o que mantém aberta a porta para novas contestações judiciais futuras.

O que esta em jogo: A segurança do processo eleitoral e a estrita observância da cidadania como pré-requisito inegociável para a escolha dos representantes públicos. A expansão do voto por correio sem filtros rígidos de identificação tem sido motivo de profunda preocupação entre defensores da transparência institucional, enquanto o endurecimento das checagens visa resguardar a soberania do voto e a legitimidade democrática antes de disputas decisivas no cenário norte-americano.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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