Em entrevista a podcast, o apresentador Ratinho reafirmou que 'mulher trans não é mulher' e defendeu o direito de expressar sua visão sobre sexo e identidade.

O debate público brasileiro sobre identidade de gênero, biologia e liberdade de expressão ganhou novos desdobramentos após declarações recentes do comunicador Carlos Massa, o Ratinho. Durante participação no podcast Papagaio Falante, veiculada na terça-feira, 1º, o apresentador do SBT voltou a abordar a atuação e a identidade da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), reiterando seu posicionamento a respeito da distinção entre sexo biológico e identidade social ao afirmar categoricamente que “mulher trans não é mulher”.
Na entrevista, Ratinho utilizou o prenome “Felipe”, referente ao registro de nascimento da parlamentar antes do processo de transição, para contextualizar sua visão sobre o tema. “Mulher trans não é mulher. Trans é um ser humano que nasceu com coisas de mulher, mas não é uma mulher”, afirmou o comunicador, ressaltando na sequência que suas palavras refletem exclusivamente sua convicção pessoal e que não possui o intuito de cercear as escolhas individuais de convivência ou o modo de vida de terceiros.
A controvérsia entre o apresentador e a parlamentar do Psol teve início em março, quando Ratinho manifestou questionamentos a respeito da escolha de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Naquela época, o apresentador já havia sustentado em seu programa que a deputada “não é mulher, é trans”, levantando dúvidas institucionais sobre a representação genuína dos direitos e das demandas das mulheres biológicas no espaço legislativo dedicado à pauta feminina.
O episódio de março acabou sendo judicializado, resultando em uma decisão da Justiça do Estado de São Paulo que determinou a concessão de direito de resposta à deputada dentro do Programa do Ratinho, veiculado no mesmo horário e com o mesmo tempo de exibição das críticas originais. A nova fala do comunicador demonstra que a pressão jurídica não alterou suas convicções conceituais a respeito dos fundamentos naturais da biologia humana, recolocando em evidência o direito de cidadãos e comunicadores expressarem suas visões de mundo.
O que esta em jogo: A discussão transcende a esfera televisiva e atinge o núcleo das garantias fundamentais da liberdade de manifestação do pensamento no Brasil. O embate sobre se a realidade biológica pode ser publicamente defendida sem que isso seja tratado como ilícito reflete uma disputa mais ampla entre visões tradicionais sobre a natureza humana e a imposição de novas pautas identitárias no debate público e nos espaços de representação política.
Com informacoes de revistaoeste.com.