Pesquisa Datafolha indica liderança da governadora Raquel Lyra com 47% das intenções de voto, impulsionada por forte aprovação de sua gestão e apoio expressivo do eleitorado conservador.

O cenário político no Nordeste ganha novos contornos com a divulgação de levantamento do Datafolha, que aponta a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na liderança da disputa eleitoral com 47% das intenções de voto. O levantamento, realizado entre os dias 18 e 20 de agosto, coloca a gestora à frente do ex-prefeito de Recife João Campos (PSB), que registrou 40% da preferência do eleitorado. Demais postulantes ao cargo pontuaram entre 1% e 2%.
Quando considerada a métrica de votos válidos — que exclui brancos e nulos —, o desempenho da governadora atinge 52% contra 44% de João Campos, índice que sugere a possibilidade matemática de liquidação da disputa ainda no primeiro turno. Na modalidade espontânea, na qual os nomes dos candidatos não são previamente apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra também sustenta vantagem consolidada, obtendo 39% das menções, perante 26% alcançados pelo adversário socialista.
O suporte à reeleição reflete os índices de avaliação da administração estadual. De acordo com o instituto, 50% dos pernambucanos consideram a gestão de Raquel como ótima ou boa, 30% a avaliam como regular e 18% a classificam como ruim ou péssima. No cômputo geral da aprovação, 66% dos entrevistados declararam aprovar o trabalho executado pelo Palácio do Campo das Princesas, enquanto a taxa de desaprovação ficou em 29%.
A pesquisa explicita recortes ideológicos expressivos no eleitorado do estado. Entre os cidadãos que se identificam com valores conservadores, a governadora atinge ampla dianteira, somando 69% das intenções de voto, em contraste com os 22% de Campos. O ex-prefeito recifense, por sua vez, prevalece no segmento alinhado ao Partido dos Trabalhadores (PT), com 52% contra 37% de Raquel. Entre os eleitores de perfil neutro, a governadora mantém a dianteira com 49% da preferência. O resultado atual contrasta com a pesquisa RealTime Big Data realizada dias antes, na qual ambos os candidatos apareciam empatados com 43% no primeiro turno e 44% em eventual segundo turno.
O levantamento do Datafolha ouviu 1.204 eleitores em território pernambucano, operando com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança estabelecido em 95%. Enquanto o socialista aposta no capital político herdado de seu pai, Eduardo Campos, e na aproximação direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a governadora tem sustentado postura institucional focada na gestão e ampla interlocução com variados segmentos sociais.
O que esta em jogo: A disputa pelo governo de Pernambuco simboliza um embate estratégico no xadrez político regional. De um lado, a tentativa de consolidação da hegemonia da esquerda tradicional por meio da aliança PSB-PT; de outro, a força de uma gestão apoiada em bases moderadas e conservadoras que prioriza eficiência administrativa. O avanço de Raquel Lyra reforça a disposição do eleitorado em valorizar entregas práticas e independência institucional frente a alinhamentos ideológicos estritos.
Com informacoes de revistaoeste.com.