Levantamento do Datafolha aponta Marina Silva, Simone Tebet e André do Prado empatados tecnicamente na corrida pelas duas cadeiras do Senado em São Paulo.

O cenário eleitoral para as duas vagas ao Senado Federal pelo Estado de São Paulo apresenta um quadro de indefinição e acirramento logo no início da corrida. Segundo levantamento recente do instituto Datafolha, as ministras e aliadas governistas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) figuram numericamente empatadas com 12% das intenções de voto cada uma. O presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado (PL), aparece logo em seguida com 10%, configurando um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O levantamento estatístico posiciona outros nomes do espectro de centro-direita e conservador na sequência da preferência dos entrevistados. O secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) alcançou 7% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal Ricardo Salles (Novo), que registrou 6%. Mais atrás surgem Geraldo Rufino (Podemos), com 4%, além de Soninha Francine (Cidadania) e Dra. Eliana Ferreira (PSTU), ambas marcando 3%. Os demais postulantes somaram índices que variam entre 0% e 2%.
Apesar da movimentação dos pré-candidatos e partidos, o dado que mais chama a atenção no estudo é o expressivo volume de eleitores ainda desinteressados ou distantes da definição do voto. O Datafolha revelou que 21% dos entrevistados pretendem anular o sufrágio ou votar em branco, enquanto 14% afirmaram não saber em quem votar na consulta estimulada. Na modalidade espontânea, quando os nomes dos concorrentes não são apresentados aos entrevistados, a taxa de indefinição alcança expressivos 79%, sinalizando que a disputa ainda está totalmente em aberto.
A sondagem também reflete a clara polarização das forças políticas tradicionais que disputam a hegemonia no maior colégio eleitoral do país. Marina Silva e Simone Tebet contam com o alinhamento e a chancela direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em contrapartida, as candidaturas de André do Prado e Guilherme Derrite têm como esteio a estrutura e a base de apoio do governador Tarcísio de Freitas e o alinhamento com Flávio Bolsonaro, ao passo que Ricardo Salles busca pavimentar uma trajetória autônoma junto ao eleitorado liberal e conservador.
A pesquisa de opinião foi realizada entre os dias 18 e 19 de agosto, ouvindo presencialmente 1.610 eleitores distribuídos em 65 municípios do território paulista. Com nível de confiança fixado em 95%, o levantamento encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos SP-01806/2026 e BR-07185/2026, servindo como termômetro inicial das articulações partidárias.
O que esta em jogo: A renovação de duas cadeiras no Senado por São Paulo representa um embate estratégico fundamental para o equilíbrio de forças na política nacional. A composição da Câmara Alta define os rumos da estabilidade institucional, influenciando diretamente a aprovação de reformas econômicas de viés liberal, a contenção de excessos regulatórios do Executivo e a fiscalização dos poderes, tornando o eleitor paulista uma peça-chave no direcionamento político do país nos próximos anos.
Com informacoes de revistaoeste.com.