Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, negou em audiência de custódia seu envolvimento em supostos esquemas investigados pela PF na Operação Compliance Zero, desafiando a interpretação dos pagamentos a Luiz Phillipi Mourão.

Em uma audiência de custódia que veio a público nesta terça-feira, 16 de maio, Henrique Vorcaro, pai do empresário Daniel Vorcaro, apresentou sua versão sobre as acusações que resultaram em sua prisão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF). O vídeo da audiência, divulgado por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), mostra Vorcaro rechaçando as alegações de participação em esquemas e contestando a natureza dos pagamentos feitos a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”.
A investigação da PF sugere que Henrique Vorcaro integrava a liderança de um grupo apelidado de “A Turma”, que seria responsável por obter dados sigilosos, invadir sistemas e intimidar indivíduos ligados a interesses do Banco Master. No entanto, durante a audiência de 14 de maio, o empresário afirmou que os repasses a Mourão não tinham qualquer ligação com as atividades do banco ou com as acusações. Segundo ele, os pagamentos se referiam a uma prestação de serviços que teve início anos antes de qualquer relação de Mourão com a instituição financeira.
A defesa de Henrique Vorcaro tem argumentado que a PF induziu o STF ao erro, sustentando que os pagamentos investigados estão relacionados a um empreendimento imobiliário conduzido por Vorcaro em Campo Grande, no Rio de Janeiro. Nesse contexto, Luiz Phillipi Mourão teria atuado como intermediário na aquisição de um imóvel, uma atividade sem conexão com os fatos que são objeto da investigação policial. Luiz Phillipi Mourão faleceu em 6 de março deste ano, dois dias após ser preso na mesma operação, em decorrência de um atentado contra a própria vida.
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