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Nikolas joga picanha em ato com Flávio Bolsonaro

Em comício em Minas Gerais, Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro ironizam promessas de Lula e miram disputa pelo Senado.

Por Redação Ponto FixoPublicado 25/09/2026 às 19h03· 3 min de leitura
Nikolas joga picanha em ato com Flávio Bolsonaro
Foto: Kayo Magalhães

Em uma demonstração de força política e contundência retórica no interior de Minas Gerais, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) realizaram um ato de campanha marcado por fortes críticas ao governo petista. Durante a passagem do chamado “Bloquinho do Nikolas” por Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, na quinta-feira, 24, o parlamentar mineiro arremessou uma peça de picanha para o público, transformando um dos principais motes da propaganda esquerdista em símbolo de provocação política.

A encenação no topo do trio elétrico ocorreu enquanto Flávio Bolsonaro discursava em tom desafiador, afirmando à multidão que “a picanha do Bolsonaro chega, a do Lula não chega”. Logo em seguida, Nikolas assumiu o microfone e disparou: “O Lula não deu picanha, mas o Flávio deu. Toma aí”, lançando a carne aos apoiadores presentes. O gesto sintetiza o esforço da oposição em expor o descompasso entre as promessas de campanha da esquerda — marcadas pelo discurso assistencialista e promessas de abundância material — e a dura realidade econômica enfrentada pela população brasileira sob a atual gestão.

Disputa estratégica pelo Senado mineiro

O ato em Governador Valadares integrou um roteiro estratégico pelo interior de Minas Gerais, que também incluiu a cidade de Teófilo Otoni. Trata-se da terceira incursão de Flávio Bolsonaro pelo segundo maior colégio eleitoral do país ao longo do período de campanha, após já ter cumprido agendas em Belo Horizonte e Juiz de Fora. A mobilização em solo mineiro é tratada como prioridade absoluta pela cúpula conservadora, ciente de que o estado historicamente define os rumos das eleições nacionais e desempenha papel central no equilíbrio federativo.

Além da corrida ao Palácio do Planalto, o palanque foi utilizado por Nikolas para concentrar forças na acirrada batalha pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado Federal. Ao alertar para a liderança numérica da petista Marília Campos nas pesquisas de intenção de voto, o deputado apelou pela união da base conservadora e liberal, pedindo votos explicitamente para Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio “Superman” Costa (Novo), numa tentativa de barrar o avanço da bancada governista na Câmara Alta.

Equilíbrio de forças e lacunas eleitorais

Do ponto de vista eleitoral, a movimentação busca consolidar a hegemonia da direita no interior mineiro, galvanizando o eleitorado antipetista e pressionando a candidatura governista. Quem ganha fôlego imediato com a exposição são os nomes apoiados pelo bloco para o Legislativo, enquanto a oposição petista perde terreno na narrativa popular. Contudo, resta saber em que medida gestos simbólicos e de forte apelo visual nas ruas conseguirão efetivamente se converter em votos consolidados nas urnas para superar a dianteira da esquerda nas pesquisas senatoriais.

O que está em jogo: a capacidade da oposição em transformar o descontentamento popular com o governo Lula em votos decisivos para Flávio Bolsonaro e para os candidatos ao Senado, Domingos Sávio e Marco Antônio Costa, definindo a correlação de forças políticas em Minas Gerais nas próximas semanas de campanha.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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