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Moraes intima defesa de Bolsonaro por arma apreendida com segurança em blitz

O ministro Alexandre de Moraes solicitou em 24 horas explicações da defesa de Jair Bolsonaro sobre a apreensão de uma arma do ex-presidente com um segurança em uma blitz no DF.

Por Wladimir BorsatoPublicado 16/06/2026 às 13h11· 2 min de leitura
Moraes intima defesa de Bolsonaro por arma apreendida com segurança em blitz
Foto: Carlos Latuff / Wikimedia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, 16, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, acerca da apreensão de uma arma de fogo de sua propriedade. O armamento foi interceptado durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite de segunda-feira, 15, por volta das 23h30.

A abordagem policial ocorreu no Pistão Norte, em Taguatinga (DF), onde o servidor Estácio Leite da Silva Filho, responsável pela segurança do ex-presidente, conduzia um veículo Honda Civic. O funcionário, que se identificou como membro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, foi parado em um ponto de bloqueio. Durante a fiscalização, policiais militares visualizaram uma pistola Glock 9mm no assoalho do carro. Inicialmente, o condutor alegou que a arma estava registrada em sua carteira funcional, mas a verificação não confirmou o registro. Posteriormente, ele admitiu que o armamento pertencia a Bolsonaro e afirmou que a transportava para um reparo mecânico simples no percussor, com a intenção de devolvê-la à residência do ex-presidente nesta terça-feira, conforme declarado à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

Moraes solicitou à defesa de Bolsonaro que explique o motivo da arma estar na residência do ex-presidente e as circunstâncias do transporte pelo integrante do GSI. Na decisão, o ministro questiona a razão de “o condenado mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente e por que, às vésperas do encerramento do período de 90 (noventa) dias concedido a titulo de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento”. Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março, por 90 dias, para tratamento de broncopneumonia. Além disso, o ministro cobrou esclarecimentos do comando do 19º Batalhão da PMDF sobre a vigilância do regime domiciliar, questionando a integralidade da revista de carros que deixam a residência do ex-presidente, incluindo veículos oficiais do GSI, e se os celulares dos agentes permanecem fora da casa.

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Wladimir Borsato é o editor responsável pelo Ponto Fixo, portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia. Sediado em Tupã (SP).
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