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Ministro André Mendonça tem segurança reforçada após investigar fraudes bilionárias no caso Master

A segurança do ministro do STF André Mendonça foi reajustada devido ao aumento de risco à sua integridade física, após assumir a relatoria de casos envolvendo fraudes bilionárias e desvios no INSS, que culminaram na prisão do ex-dono do Banco Master.

Por Wladimir BorsatoPublicado 16/06/2026 às 19h11· 2 min de leitura
Ministro André Mendonça tem segurança reforçada após investigar fraudes bilionárias no caso Master
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O aparato de segurança do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi significativamente reforçado nos últimos meses. A medida foi adotada pela cúpula do Judiciário após uma avaliação técnica interna que apontou um aumento real de risco à integridade física do magistrado.

A elevação da preocupação está diretamente ligada à relatoria de dois inquéritos de grande repercussão: o caso que investiga fraudes bilionárias relacionadas ao Banco Master e a apuração de desvios e fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do INSS. Ambos os casos envolvem autoridades políticas com foro privilegiado, o que adiciona complexidade e sensibilidade às investigações.

A reestruturação promovida pela Secretaria de Polícia Judicial ampliou o número de policiais dedicados à proteção de Mendonça, incluindo a presença ostensiva de agentes e servidores à paisana. Equipamentos de proteção específicos e um monitoramento detalhado de ameaças foram incorporados. Essa proteção acompanha o ministro em seus compromissos no STF, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – onde atua como vice-presidente – e em outras agendas institucionais.

A segurança estendida monitora também as atividades civis do ministro, que é professor universitário e pastor na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. Agentes acompanham o magistrado durante as pregações religiosas para mitigar possíveis vulnerabilidades. A intensificação da segurança ganhou força desde o início de 2026, especialmente após Mendonça decretar a segunda prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, em março. A decisão foi tomada após a Polícia Federal interceptar mensagens que revelaram a existência de uma milícia privada, batizada de “A Turma”, mantida por Vorcaro para coagir e ameaçar desafetos.

O que está em jogo: A segurança de um ministro do STF é crucial para a independência do Judiciário, e o reforço em torno de André Mendonça sublinha a seriedade das investigações sobre fraudes bilionárias e a necessidade de proteger magistrados que atuam em casos de alta complexidade e risco, garantindo a continuidade da justiça em temas sensíveis ao país.

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Wladimir Borsato é o editor responsável pelo Ponto Fixo, portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia. Sediado em Tupã (SP).
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