Após nova fase da Operação Compliance Zero que o incluiu como alvo, o senador Jaques Wagner recebeu apoio de figuras do PT, incluindo o presidente do partido e o ministro da Fazenda, que reiteraram confiança e a expectativa de esclarecimentos.

Em desdobramento da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 18, uma nova fase que mira supostas irregularidades envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master, alcançando o senador Jaques Wagner (PT-BA). A inclusão do líder do governo no Senado como alvo das investigações mobilizou figuras do Partido dos Trabalhadores em sua defesa.
O presidente do PT, Edinho Silva, expressou em nota oficial sua plena confiança no senador, afirmando que Jaques Wagner “é depositário de toda a nossa confiança”. Silva ressaltou o apoio às investigações do Banco Master e a necessidade de apurar crimes e penalizar responsáveis, mas manifestou confiança de que Wagner “esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência”.
Outros membros do governo e do partido também se manifestaram. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o senador, dizendo-se “muito tranquilo” e confiante de que Wagner prestará os devidos esclarecimentos à Justiça. Já o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, optou por aguardar mais informações antes de emitir um juízo, destacando que o presidente Lula tem afirmado a independência da PF em seu governo.
A operação Compliance Zero, em sua nona fase, cumpriu 18 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em diversos estados, incluindo Bahia, São Paulo e Distrito Federal.
O que está em jogo: A inclusão de um nome proeminente do governo em uma investigação da Polícia Federal pode gerar turbulência política e exigir um rápido posicionamento das lideranças para mitigar impactos na imagem e estabilidade do governo.
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