Senadores Rogério Marinho e Sóstenes Cavalcante criticam o PT e associam a Operação Compliance Zero a um histórico de escândalos, enquanto o partido defende Jaques Wagner.

A operação da Polícia Federal (PF) realizada nesta quinta-feira, 18, contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) motivou fortes críticas por parte da oposição, que associou o Partido dos Trabalhadores a um histórico de corrupção. O senador Wagner, líder do governo no Senado, foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master.
Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, declarou que as medidas cautelares autorizadas pelo ministro André Mendonça mostram que a “corrupção está no DNA do PT”. Marinho destacou que o caso Master teve sua origem no PT da Bahia e que a trajetória empresarial de Augusto Lima, também alvo da operação, estaria ligada a estruturas econômicas criadas durante governos petistas no estado. O líder da oposição defendeu o aprofundamento das investigações sobre uma reunião entre o presidente Lula e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sugerindo a apuração de possível advocacia administrativa.
Na Câmara, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), reforçou as críticas, afirmando que “a casa caiu no quintal do PT”. Cavalcante ligou a origem do Banco Master ao Credcesta e, posteriormente, ao Cesta do Povo, um estatal privatizado por Wagner na Bahia, indicando que o “berço da fraude bilionária tem endereço petista”. Ele concluiu que “onde tem PT, tem corrupção com dinheiro público”, associando o caso a outros escândalos como Mensalão, Petrolão e Fundos de Pensão.
A Operação Compliance Zero apura a atuação de Jaques Wagner no Congresso Nacional em favor dos interesses do Banco Master, em troca de benefícios indevidos. Entre os supostos pagamentos estariam um apartamento de alto padrão em Salvador e repasses financeiros para empresas ligadas a familiares do parlamentar. A Polícia Federal indicou Wagner como o possível “beneficiário central” do esquema. Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores saiu em defesa do senador após a operação.
O que está em jogo: A Operação Compliance Zero reacende o debate sobre a ética na política e a transparência em grandes operações financeiras, podendo gerar desdobramentos significativos para o senador Jaques Wagner e o Partido dos Trabalhadores, além de impactar a estabilidade política no Congresso.
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