Operação da Polícia Federal mira Jaques Wagner, líder do governo no Senado, por suposta atuação em favor do Banco Master, gerando reações críticas da oposição.

A Polícia Federal (PF) deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O parlamentar foi alvo de um mandado de busca e apreensão na manhã de quinta-feira, 18 de maio.
A operação investiga a suposta atuação de Jaques Wagner no Congresso Nacional em defesa dos interesses do Banco Master, com o recebimento de benefícios indevidos em contrapartida. Durante a ação, a PF apreendeu US$ 49 mil em um endereço ligado ao senador.
A deputada Carol De Toni (PL-SC) reagiu à notícia, afirmando que “não surpreende ver novamente um nome importante do PT aparecendo no centro de um escândalo dessa dimensão”. Ela criticou o que chamou de “falsa imagem de reconstrução moral” vendida pelo PT, que, segundo ela, promove “aparelhamento, influência política, blindagem dos amigos do poder e escândalos bilionários”.
O líder da oposição, deputado Cabo Gilberto (PL-PB), ironizou a situação, destacando que “quando a polícia bate na porta, o que aparece é jatinho, cobertura e contrato milionário”. Ele afirmou que “não é o povo que enriquece nesses esquemas. É sempre a mesma ‘turminha’ de Lula”. Outros parlamentares, como Sanderson (PL-RS) e Rodrigo Valadares (PL-SE), pediram o aprofundamento das investigações e criticaram a possibilidade de blindagem política.
O que está em jogo: A operação contra um líder governista no Senado intensifica o debate sobre corrupção e accountability no cenário político brasileiro, podendo gerar desdobramentos significativos para a articulação do governo no Congresso e a imagem do partido.
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