ÚLTIMAS
Racha no PSDB: ala histórica se revolta contra apoio a Tarcísio de Freitas em São PauloGoverno multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas graves na proteção de dados de menoresPouso de avião militar dos EUA em Moscou expõe missão sigilosa do chefe da CIAJustiça barra cortes em massa na Casas Bahia e impõe entraves à reestruturação de R$ 17,3 bilhõesRombo milionário no INSS: Polícia Federal desarticula esquemas de fraudes que drenaram mais de R$ 86 milhõesCanadá reage com força e impõe US$ 20 bi em tarifas contra os EUA após ruptura de acordoDívida pública de R$ 10,8 trilhões e juros a 14% sufocam famílias e levam gigantes do varejo à criseDiscord pode ser multado em até R$ 50 milhões após casos graves em transmissões ao vivoRacha no PSDB: ala histórica se revolta contra apoio a Tarcísio de Freitas em São PauloGoverno multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas graves na proteção de dados de menoresPouso de avião militar dos EUA em Moscou expõe missão sigilosa do chefe da CIAJustiça barra cortes em massa na Casas Bahia e impõe entraves à reestruturação de R$ 17,3 bilhõesRombo milionário no INSS: Polícia Federal desarticula esquemas de fraudes que drenaram mais de R$ 86 milhõesCanadá reage com força e impõe US$ 20 bi em tarifas contra os EUA após ruptura de acordoDívida pública de R$ 10,8 trilhões e juros a 14% sufocam famílias e levam gigantes do varejo à criseDiscord pode ser multado em até R$ 50 milhões após casos graves em transmissões ao vivo

Justiça barra cortes em massa na Casas Bahia e impõe entraves à reestruturação de R$ 17,3 bilhões

Decisão judicial mantém suspensa a demissão de cerca de 3 mil trabalhadores da rede Casas Bahia, travando ajustes em meio à recuperação judicial bilionária.

Por Redação Ponto FixoPublicado 25/08/2026 às 16h02· 3 min de leitura
Justiça barra cortes em massa na Casas Bahia e impõe entraves à reestruturação de R$ 17,3 bilhões
Foto: Divulgação

A Justiça do Trabalho decidiu manter a suspensão das demissões em massa promovidas pelo grupo Casas Bahia, que engloba também as bandeiras Ponto (antigo Pontofrio) e Extra.com. Em despacho recente, a juíza Sandra Nara Bernardo Silva extinguiu o mandado de segurança protocolado pela varejista, que buscava derrubar a liminar concedida em 18 de agosto pela magistrada Katarina Roberta Mousinho de Matos. Com isso, segue em vigor a ordem de reintegração dos funcionários desligados, restando à companhia a possibilidade de novos recursos.

O imbróglio jurídico teve início após uma ação movida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC). A entidade sindical sustentou que a empresa não realizou a comunicação prévia obrigatória antes de efetivar o corte coletivo, que atingiu cerca de 3 mil trabalhadores. As dispensas em larga escala ocorreram no mesmo intervalo em que o conglomerado fechou 298 lojas físicas e antecederam imediatamente a apresentação do pedido de recuperação judicial da rede.

Para além de obrigar a recontratação imediata dos colaboradores afetados, a determinação judicial proíbe terminantemente novas demissões coletivas no grupo até que sejam integralmente observados os requisitos fixados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 638. A tese da Suprema Corte estabelece a indispensabilidade de negociação coletiva prévia com o sindicato laboral antes da formalização de dispensas em massa, criando uma barreira burocrática adicional para a reestruturação operacional da rede varejista.

Na tentativa de buscar uma composição, o processo foi encaminhado ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) do Foro Trabalhista de Brasília para a abertura de um procedimento de conciliação. Ao mesmo tempo, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs) solicitou ingresso na lide como assistente da CNTC. Diante disso, a Justiça concedeu um prazo de 15 dias para que a empresa e o Ministério Público do Trabalho (MPT) manifestem seus posicionamentos formais acerca do pedido de assistência.

A ofensiva judicial e a imposição de travas operacionais ocorrem em um momento crítico para a saúde financeira do grupo, que busca na recuperação judicial uma saída estruturada para equacionar um passivo estimado em cerca de R$ 17,3 bilhões. A obrigação de manter folhas de pagamento inchadas durante o encerramento de quase três centenas de pontos de venda gera fortes atritos no ambiente de negócios, evidenciando como a rigidez das normas laborais brasileiras pode colidir com a agilidade necessária para o salvamento de companhias em crise severa.

O que esta em jogo: A interferência direta do Judiciário sobre a gestão de pessoal expõe os desafios crônicos do ambiente corporativo nacional. Quando empresas enfrentam crises agudas e necessitam de enxugamento rápido para honrar compromissos e evitar a falência total, a obrigatoriedade de negociações sindicais prolongadas pode acelerar o estrangulamento de caixa. O desfecho dessa disputa servirá como termômetro para a segurança jurídica e para a capacidade de reestruturação de grandes players do setor privado sob as regras do direito do trabalho no Brasil.

Com informacoes de revistaoeste.com.

Compartilhar:WhatsAppXFacebook

Continue lendo

Redação Ponto Fixo
Redação Ponto Fixo
Equipe de redação do Ponto Fixo — portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia.
Ver todas as matérias →
Receba as notícias do Ponto Fixo
A lente certa sobre o Brasil, direto no seu e-mail.

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top