Em análise sobre o mercado de real estate e infraestrutura, executivo da CBRE Brasil destaca que o capital privado está mais seletivo e focado em governança e previsibilidade.

O cenário econômico contemporâneo tem imposto um grau crescente de rigor na atração de capital privado, transformando a dinâmica de investimentos em setores estruturais. Em uma conjuntura em que a margem para erros é cada vez mais estreita, o mercado de real estate — que abrange desde galpões logísticos e lajes corporativas até empreendimentos residenciais e comerciais — passa por uma reformulação na qual a solidez institucional e o planejamento estratégico tornam-se requisitos inegociáveis.
Em entrevista realizada pela consultoria global Turner & Townsend, o presidente da CBRE Brasil, Adriano Sartori, destacou que os investidores assumiram uma postura consideravelmente mais seletiva. Segundo a análise do executivo, o direcionamento de recursos está condicionado à presença de governança sólida, previsibilidade operacional e comprovada capacidade de execução por parte dos desenvolvedores, além de manter a liquidez como ponto nevrálgico para viabilizar projetos de longo prazo.
Outro ponto central observado no mercado é a fusão gradual entre o desenvolvimento imobiliário tradicional e a infraestrutura pesada. Vetores como mobilidade urbana, geração e distribuição de energia e empreendimentos logísticos integrados deixaram de atuar de forma isolada e passaram a convergir, demandando uma gestão de riscos muito mais técnica e rigorosa para garantir o retorno sobre o capital empregado.
A resposta a essa complexidade tem sido a união de competências técnicas. Empresas como a Turner & Townsend — organização com mais de 80 anos de história global, 23 mil profissionais em mais de 60 países e três décadas de atuação na América Latina — e a CBRE atuam conjuntamente para fornecer suporte em fases cruciais dos empreendimentos, cobrindo etapas que vão desde a estratégia preliminar e controle de custos até o gerenciamento e a entrega de ativos de alta complexidade.
O que está em jogo: O aumento da exigência por governança, disciplina fiscal e planejamento técnico reflete a maturidade do livre mercado nacional, onde apenas iniciativas eficientes e transparentes conseguem prosperar sem depender de artifícios ou subsídios insustentáveis. Em um ambiente global competitivo, a atração de capital produtivo para infraestrutura e imóveis comerciais é o que sustenta a modernização logística do país, a livre iniciativa e a criação de riqueza de longo prazo.
Com informacoes de revistaoeste.com.