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Indicado por Trump, futuro embaixador dos EUA garante respeito à soberania brasileira e promete não interferir nas eleições

Daniel Perez assegura que trabalhará com o vencedor do pleito de outubro no Brasil enquanto aguarda concessão de aval diplomático em meio a impasses com o Itamaraty.

Por Redação Ponto FixoPublicado 26/08/2026 às 12h02· 3 min de leitura
Indicado por Trump, futuro embaixador dos EUA garante respeito à soberania brasileira e promete não interferir nas eleições
Foto: Divulgação

Em um momento de sensível rearranjo diplomático entre Washington e Brasília, o futuro embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Daniel Perez, fez declarações contundentes para dissipar temores de ingerência externa. Indicado pelo presidente norte-americano Donald Trump e já aprovado pelo Senado dos EUA, Perez assegurou que o processo eleitoral brasileiro de outubro pertence estritamente aos cidadãos do país e que sua atuação será pautada pelo respeito institucional irrestrito ao resultado das urnas.

Em entrevista concedida ao canal Local 10, da Flórida, o diplomata designado enfatizou a premissa fundamental da autodeterminação dos povos e da soberania nacional. “Não haverá nenhum envolvimento da minha parte em relação à eleição no Brasil”, afirmou categoricamente. Ele complementou que o processo democrático é de exclusiva responsabilidade dos brasileiros e garantiu abertura para dialogar com quem for escolhido: “Eles têm um processo eleitoral pelo qual têm de passar em outubro, e qualquer um que sair vitorioso do outro lado eu acho que será o líder do Brasil e será com quem eu vou trabalhar”.

Apesar da aprovação legislativa em Washington, Perez ainda aguarda a concessão do aval diplomático oficial (agrément) por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva para assumir formalmente a embaixada na capital federal. O processo enfrenta atritos burocráticos e políticos desde que o Itamaraty alegou que a Casa Branca descumpriu protocolos ao divulgar publicamente a indicação antes da consulta prévia. Como desdobramento dessa fricção, os Estados Unidos chegaram a revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, que segue exercendo suas funções.

Mesmo diante do impasse, Perez tem adotado um tom conciliador e pragmático, ressaltando o peso econômico e estratégico da relação bilateral. Ao apontar o Brasil como o principal parceiro comercial dos Estados Unidos na América do Sul, o indicado defendeu a superação de ruídos para avançar em uma agenda comum de prosperidade e liberdade econômica. “É difícil estar nessa situação com um país assim, mas acho que assim que eu chegar lá, construir relações, espero que possamos superar essas lacunas”, pontuou.

A postura institucional do embaixador designado reforça compromissos que ele já havia assumido durante sua sabatina no Senado norte-americano, ocorrida em 16 de julho. Naquela ocasião, Perez destacou enfaticamente a defesa de eleições livres e justas no Brasil, além da preservação inegociável da liberdade de expressão — pilar essencial para o pleno funcionamento de regimes democráticos e para a manutenção de sociedades abertas.

O que esta em jogo: A normalização das relações diplomáticas entre as duas maiores economias das Américas é vital tanto para a estabilidade geopolítica do hemisfério quanto para a preservação de fluxos comerciais robustos de livre mercado. A reafirmação de não interferência por parte de Washington busca preservar a soberania nacional brasileira ao mesmo tempo em que pressiona o governo em Brasília a desarmar tensões ideológicas, viabilizando uma cooperação madura em temas de interesse mútuo como segurança, comércio e liberdade individual.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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