Em evento empresarial, Flávio Bolsonaro defende perfil técnico para a Esplanada, critica a política fiscal petista e detalha plano com foco em responsabilidade fiscal.

Durante participação no evento TOP 30 – As Melhores Empresas do Brasil 2026, realizado pela revista Veja em São Paulo, o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), indicou publicamente que a economista Daniella Marques poderá compor o primeiro escalão de um eventual mandato presidencial. O parlamentar ressaltou a prioridade de estruturar uma Esplanada com nomes de reconhecida capacidade técnica, alinhados ao rigor de gestão e comprometidos em servir ao país sem se apropriar da máquina estatal.
Daniella Marques possui sólida trajetória na gestão pública e no mercado financeiro. Durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro, esteve à frente da presidência da Caixa Econômica Federal e atuou diretamente na equipe do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. No atual cenário eleitoral, ela lidera a coordenação do núcleo econômico do plano de governo de Flávio, sendo a principal responsável pela formulação das diretrizes e articulação com especialistas da área para a consolidação de um programa pautado no liberalismo econômico.
Em seu discurso para a plateia de empresários, Flávio Bolsonaro fez duras críticas à atual condução econômica sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. O senador enfatizou que o governo petista tem optado reiteradamente por elevar a arrecadação tributária em vez de conter as despesas públicas. Em contrapartida, o candidato prometeu implementar um “tesouraço” no orçamento estatal, defendendo um amplo enxugamento da máquina pública, redução da carga tributária sobre o setor produtivo e medidas severas de combate à corrupção.
Outro ponto de destaque apresentado foi o plano de modernização e controle dos recursos por meio da criação de um “data center soberano” equipado com ferramentas de inteligência artificial. Segundo a proposta, a tecnologia será aplicada diretamente no rastreamento dos fluxos do dinheiro público, com o objetivo de identificar desperdícios, fraudes e garantir eficiência nas contas. O senador também associou a escalada dos juros ao desequilíbrio das contas nacionais, apontando que o país despende cerca de R$ 4 bilhões por dia apenas para cobrir o serviço da dívida pública — montante que, conforme pontuou, poderia viabilizar investimentos estruturantes essenciais, como a construção de creches para a população.
O que esta em jogo: A sinalização de nomes com perfil técnico como Daniella Marques reforça a tentativa da candidatura de Flávio Bolsonaro de assegurar credibilidade fiscal e previsibilidade econômica junto ao mercado financeiro e aos setores produtivos. O debate expõe o confronto direto entre duas visões de Estado: de um lado, o modelo de expansão de gastos públicos e aumento de impostos adotado pela esquerda; de outro, a cartilha liberal-conservadora que prega a austeridade fiscal, o respeito ao pagador de impostos, a redução do tamanho do Estado e o fomento à livre iniciativa como motores do crescimento sustentável do Brasil.
Com informacoes de revistaoeste.com.