Homem foi preso em flagrante no gabinete da vereadora Amanda Vettorazzo após ofertar propina milionária atrelada a contrato de R$ 60 milhões.

A rotina parlamentar na Câmara Municipal de São Paulo foi palco de um episódio contundente de combate à corrupção nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026. Um homem identificado como Diego Fernando Oporto Soliz foi preso em flagrante delito no interior do gabinete da vereadora Amanda Vettorazzo (União), após tentar subornar a parlamentar com uma oferta inicial de R$ 200 mil em dinheiro vivo, em troca de facilitação política em contratos públicos.
De acordo com os registros oficiais e gravações obtidas durante o encontro, o suspeito detalhou um esquema que envolvia a apresentação de um projeto de lei e o uso da influência da vereadora para viabilizar um contrato estimado em R$ 60 milhões. O acordo previa vigência de três anos, com repasses anuais de R$ 20 milhões, dos quais a parlamentar receberia uma fatia de 5% a 10% a título de propina — montante que alcançaria entre R$ 3 milhões e R$ 6 milhões ao longo da execução.
Para selar o pacto ilícito, Diego Soliz ofereceu um adiantamento de R$ 200 mil sob a justificativa de ser um “incentivo” para garantir que as tratativas avançassem. Diante da proposta explícita, a parlamentar confrontou o indivíduo, ressaltando a natureza criminosa da conduta, e deu-lhe voz de prisão imediata no próprio gabinete, frustrando a tentativa de cooptação do mandato legislativo.
A ação foi meticulosamente respaldada por medidas de segurança e legalidade. Amanda Vettorazzo relatou que vinha sendo procurada pelo suspeito há alguns meses e, ciente das investidas suspeitas, registrou um boletim de ocorrência prévio junto às autoridades competentes antes da reunião. Após a voz de prisão no gabinete, uma agente da Guarda Civil Metropolitana prestou apoio na contenção de Soliz até a chegada da Polícia Civil, que assumiu a custódia e conduziu o autuado ao 1º Distrito Policial da Sé.
O documento que formalizou a prisão em flagrante enquadra a conduta, em tese, no crime de corrupção ativa. O episódio reforça a necessidade de firmeza ética no serviço público e demonstra a importância de representantes eleitos manterem postura intransigente contra desvios de conduta e tentativas de apropriação indevida do erário, reafirmando o compromisso com a integridade institucional.
O que esta em jogo: A postura adotada no caso evidencia a relevância da vigilância moral e da probidade administrativa no trato com os recursos da sociedade. A tentativa de desviar cifras milionárias por meio de comissões ilegais expõe como interesses escusos tentam violar os mecanismos democráticos e onerar os pagadores de impostos. Reações firmes e respaldadas pela lei mostram que a preservação dos princípios éticos e a defesa da transparência são indispensáveis para frear a impunidade e assegurar o respeito às instituições.
Com informacoes de revistaoeste.com.