A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avalia submeter uma terceira proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Federal após duas recusas anteriores.

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, está considerando apresentar uma nova proposta de delação premiada à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF). O advogado Sérgio Leonardo representa Vorcaro nas negociações.
As duas propostas anteriores apresentadas pela defesa foram rejeitadas pelas autoridades federais. A primeira recusa ocorreu em 21 de maio, seguida pela segunda nos últimos dias. Segundo a PGR e a PF, os textos eram considerados frágeis e insuficientes, ocultando mais informações do que revelavam.
Apesar das tentativas da defesa, tanto a PGR e a PF quanto o ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), mantêm uma baixa expectativa em relação à homologação do acordo. Essa postura persiste desde o início das negociações, que se iniciaram em maio.
Um dos principais obstáculos para o avanço das negociações reside nas múltiplas versões que Vorcaro apresentou para alguns dos episódios investigados. O ex-banqueiro já havia fornecido relatos divergentes sobre o mesmo personagem nas propostas iniciais, o que complica a credibilidade do acordo. Essa situação é comparada ao caso de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, que também alterou suas versões ao longo de seu processo de delação.
O que está em jogo: A possível terceira proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro é crucial para as investigações do Caso Master e poderá trazer novas revelações sobre o esquema, dependendo da consistência das informações apresentadas e da aceitação pelas autoridades, impactando a responsabilização e a transparência no setor financeiro.
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