ÚLTIMAS

Caixa mantém greve após 90% recusarem acordo

Funcionários da Caixa Econômica rejeitam proposta sobre o plano de saúde e mantêm greve nacional por tempo indeterminado.

Por Redação Ponto FixoPublicado 22/09/2026 às 13h02· 2 min de leitura
Caixa mantém greve após 90% recusarem acordo
Foto: Itaci Batista

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram dar continuidade à greve nacional iniciada em 10 de setembro, após recusarem em assembleia virtual a mais recente proposta da direção da instituição financeira. A rejeição foi expressiva e coordenada: mais de 90% das bases sindicais representadas pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) votaram contra os termos oferecidos, mantendo paralisadas agências e serviços essenciais em diversas regiões do país por tempo indeterminado.

Disputa pelo plano Saúde Caixa

O grande nó das negociações, que se arrastam desde junho, reside no custeio e na gestão do Saúde Caixa, o plano de assistência médica corporativo do banco público. A oferta apresentada pela diretoria previa elevar o teto de participação da estatal no custeio da assistência dos atuais 6,5% para 9% sobre o total da folha de pagamento. Contudo, essa ampliação de 2,5 pontos percentuais na cobertura das despesas pelo banco só entraria em vigor a partir de 2027, postergação que desagradou a ampla maioria da categoria.

A deliberação dos trabalhadores reflete um embate de longo prazo sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Do ponto de vista econômico e da gestão pública, a elevação do teto de custeio sobre a folha onera a estrutura do banco estatal, impactando seus custos operacionais. Por outro lado, os funcionários buscam assegurar a sustentabilidade de benefícios corporativos frente ao aumento dos custos do setor médico, gerando um impasse que afeta diretamente o atendimento à população que depende de benefícios sociais e serviços bancários presenciais.

Impactos e indefinições na negociação

Com a decisão das assembleias, quem mais perde no curto prazo é o cidadão comum e o microempreendedor, que enfrentam restrições no atendimento e lentidão no processamento de demandas em agências físicas. Em contrapartida, as lideranças sindicais tentam pressionar a instituição financeira a acelerar os aportes antes de 2027 e a ceder em outras cláusulas específicas do acordo que permanecem travadas nas mesas de negociação.

Apesar da continuidade do movimento paredista, permanecem lacunas sobre os próximos desdobramentos práticos. Não foi divulgado até o momento se haverá uma nova rodada imediata de mediação com a diretoria do banco, nem se o caso poderá ser levado ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) para julgamento de dissídio coletivo, o que deixaria a resolução nas mãos da Justiça trabalhista.

O que está em jogo: a continuidade da paralisação nacional na Caixa Econômica Federal afeta diretamente o atendimento presencial de milhões de correntistas e beneficiários de programas sociais em todo o país. O próximo passo depende do comando da CEE e da cúpula da Caixa apresentarem uma nova fórmula para o Saúde Caixa ou de uma eventual judicialização do dissídio na Justiça do Trabalho.

Com informacoes de revistaoeste.com.

Compartilhar:WhatsAppXFacebook

Continue lendo

Redação Ponto Fixo
Redação Ponto Fixo
Equipe de redação do Ponto Fixo — portal de notícias com linha editorial conservadora nos costumes e liberal na economia.
Ver todas as matérias →
Receba as notícias do Ponto Fixo
A lente certa sobre o Brasil, direto no seu e-mail.

Leave a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Scroll to Top