Na Assembleia-Geral da ONU, chanceler russo Sergei Lavrov acusa a Europa de travar negociações e promete manter ofensiva militar na Ucrânia.

Em pronunciamento contundente realizado na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou neste sábado, 26, que Moscou pretende cumprir todas as suas metas militares na Ucrânia. A declaração reforça a determinação do Kremlin em prosseguir com o confronto armado no território vizinho, sem demonstrar recuo diante das crescentes pressões da comunidade internacional.
Durante o discurso no plenário global, o ministro das Relações Exteriores russo sustentou que as forças armadas do país pretendem eliminar todas as ameaças percebidas à sua segurança e restabelecer o que classificou como rotina pacífica na região em disputa. “Nossa luta pela verdade e pela justiça será levada até o fim”, declarou o diplomata, sinalizando a manutenção das diretrizes operacionais de Moscou.
Tensões com a Europa e diplomacia americana
O chefe da diplomacia de Vladimir Putin dirigiu duras críticas aos governos europeus, acusando as capitais do continente de travarem intencionalmente os caminhos diplomáticos para encerrar as hostilidades. Segundo Lavrov, nações europeias estariam atuando diretamente para impedir o avanço de diálogos conduzidos por Washington com o objetivo de alcançar um cessar-fogo no leste europeu.
A manifestação na tribuna da ONU ocorreu imediatamente após um encontro reservado entre Sergei Lavrov e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. O diálogo direto entre os dois representantes expõe um canal de conversas em andamento, embora as divergências estratégicas entre o bloco ocidental e a liderança russa continuem travando avanços concretos.
Ataques contínuos e o impasse nos campos
Enquanto a arena diplomática permanece bloqueada por acusações mútuas, a realidade nos campos de batalha segue marcada pelo desgaste contínuo. As forças de Moscou e Kiev mantêm ataques e bombardeios aéreos intensos contra infraestruturas de energia e alvos militares estratégicos, infligindo perdas materiais pesadas para a população ucraniana e desgastando os recursos logísticos de ambos os lados.
Apesar da retórica dura de Lavrov, permanecem em aberto detalhes cruciais sobre quais seriam os termos exatos aceitos por Moscou para uma trégua definitiva, bem como a extensão dos compromissos discutidos na reunião bilateral com Marco Rubio. Resta saber se as iniciativas diplomáticas dos Estados Unidos conseguirão superar a resistência dos líderes europeus e forçar uma mesa de negociação funcional nas próximas semanas.
O que está em jogo: o posicionamento de Sergei Lavrov na ONU afasta a perspectiva de um cessar-fogo imediato e pressiona o secretário Marco Rubio a calibrar a estratégia dos Estados Unidos frente aos aliados europeus. O desenrolar prático dependerá da capacidade da Ucrânia em sustentar sua malha de energia sob os novos bombardeios aéreos e das próximas reuniões bilaterais entre Washington e Moscou.
Com informacoes de revistaoeste.com.