Pesquisa Quaest mostra Sergio Moro na liderança ao governo do Paraná, com 36%, e ampla vantagem nas simulações de segundo turno.

A corrida pelo Palácio Iguaçu ganha contornos mais definidos com a divulgação da nova pesquisa do instituto Quaest, encomendada pela RPC e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-02802/2026. O senador Sergio Moro (PL) desponta na liderança com 36% das intenções de voto no primeiro turno, mantendo estabilidade em relação ao levantamento anterior de agosto, quando marcava 37%. O resultado confirma a força eleitoral do ex-juiz no eleitorado paranaense, consolidando uma base sólida de centro-direita que busca continuidade em pautas de integridade institucional, fortalecimento econômico e segurança pública.
Logo atrás de Moro, o cenário mostra um empate técnico na segunda colocação: Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) registram 20% das intenções de voto cada. Enquanto o candidato do PDT oscilou um ponto para baixo em relação a agosto, Sandro Alex — que representa diretamente o grupo político do atual governador Ratinho Junior — protagonizou o maior avanço da rodada, saltando de 15% para 20%. O quadro geral ainda conta com 12% de eleitores indecisos e 9% que pretendem votar em branco, nulo ou se abster, além de candidaturas menores como Tayná Miessa (UP), Luiz França (Missão) e Alexandre Salomão (Mobiliza), que anotaram 1% cada, ao passo que Adriano Funileiro (PCO) e Professor Samuel Mattos (PSTU) não pontuaram.
Disputa de padrinhos e simulações
O levantamento da Quaest também escancara a polarização estratégica entre os principais postulantes da direita e centro-direita pelo espólio político do estado. Sandro Alex intensificou as críticas a Moro e tem buscado colar sua imagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto o senador do PL contra-ataca reforçando publicamente sua proximidade com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Essa disputa pelo eleitor conservador ocorre em um ambiente em que a administração estadual desfruta de ampla aprovação: o governo de Ratinho Junior alcança expressivos 79% de avaliação positiva, contra apenas 12% de desaprovação e 9% de indecisos.
Nas simulações de segundo turno, a vantagem de Moro se amplia de forma consistente, superando com folga ambos os adversários diretos. Em um confronto contra Sandro Alex, o senador alcança 43% contra 29% do candidato governista — uma margem de 14 pontos percentuais. Já no embate contra Requião Filho, a distância é ainda mais elástica: Moro marca 48% das preferências, enquanto o representante do PDT atinge 32%, refletindo a resistência do eleitorado paranaense a projetos alinhados à esquerda tradicional.
Equilíbrio na corrida pelo Senado
Além da disputa pelo governo estadual, a pesquisa mediu o termômetro para as duas vagas ao Senado Federal pelo Paraná, revelando um empate técnico quádruplo que promete uma das disputas mais acirradas do país. Alexandre Curi (Republicanos) lidera numericamente com 14%, seguido de perto por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), ambos com 11%, e pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), com 10%. Mais atrás aparecem Dr. Rosinha (PT) e Cristina Graeml (PSD) com 5% cada, Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO) com 1%, e Joaquim do MLB (UP) sem pontuar.
A pesquisa ouviu 804 eleitores presencialmente entre os dias 20 e 23 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O que ainda não se sabe é a capacidade de transferência de votos de Ratinho Junior para Sandro Alex na reta final de campanha, nem como a divisão do eleitorado conservador entre Deltan Dallagnol e Filipe Barros afetará as chances de contenção do avanço da esquerda ao Senado no estado.
O que está em jogo: A consolidação da liderança de Sergio Moro com 36% altera a correlação de forças na centro-direita do Paraná e coloca pressão direta sobre o grupo político de Ratinho Junior, que tenta alavancar Sandro Alex (20%) ao segundo turno. O próximo passo da campanha será observar como o horário eleitoral e a mobilização dos padrinhos do PL e do PSD influenciarão a fatia de 12% de indecisos até o dia da votação.
Com informacoes de revistaoeste.com.