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Prejuízo de R$ 70 mil por hectare faz cidade decretar emergência

São Gotardo decreta emergência econômica após prejuízos de R$ 70 mil por hectare no cultivo de alho, pressionado por importações e clima.

Por Redação Ponto FixoPublicado 24/09/2026 às 00h03· 2 min de leitura
Prejuízo de R$ 70 mil por hectare faz cidade decretar emergência
Foto: Reprodução

A produção agrícola no interior de Minas Gerais atingiu um nível de alerta máximo com o colapso econômico que atinge os produtores de alho da região de São Gotardo. O município, reconhecido nacionalmente pela relevância na hortifruticultura e pela alta capacidade tecnológica aplicada ao campo, oficializou um decreto de emergência econômica para tentar conter uma crise sem precedentes que ameaça a sustentabilidade financeira dos agricultores locais.

O estopim para a medida administrativa drástica reside em um rombo financeiro estimado em cerca de 70 mil reais por hectare cultivado. Esse valor, que representa uma quantia expressiva capaz de inviabilizar tanto médios quanto grandes produtores da cadeia, decorre de uma soma de fatores desfavoráveis: custos de produção em patamares elevados, perdas severas provocadas por intempéries climáticas e um mercado doméstico pressionado.

Impacto da concorrência externa no setor

Além dos desafios impostos pelo clima e pela alta nos insumos produtivos, a horticultura nacional enfrenta uma pesada concorrência de alho importado. O produto que ingressa no mercado brasileiro, muitas vezes com condições de competitividade desiguais em relação ao produto cultivado internamente, tem deprimido as cotações locais, impedindo que o produtor mineiro recupere os investimentos vultosos aplicados na lavoura.

Nesse cenário de desequilíbrio concorrencial, a Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA) assumiu a linha de frente das reivindicações institucionais. A entidade representativa vem cobrando, de forma incansável, ações emergenciais e posicionamentos firmes por parte do governo federal para proteger a cadeia produtiva nacional e mitigar os efeitos da entrada massiva de mercadorias estrangeiras.

Próximos passos e indefinições do mercado

De um lado, os produtores rurais e os trabalhadores do agronegócio de São Gotardo amargam perdas financeiras diretas, com risco imediato de descapitalização e endividamento. Do outro, os importadores e distribuidores de alho externo ocupam fatias de mercado deixadas pela retração local, operando sob dinâmicas comerciais distintas das enfrentadas por quem produz dentro das fronteiras brasileiras.

Apesar da gravidade exposta com a decretação de emergência em São Gotardo, ainda não se sabe a extensão das medidas que os órgãos governamentais estão dispostos a adotar, tampouco se haverá a implementação de barreiras comerciais temporárias, linhas de crédito especiais para rolagem de dívidas ou suporte fiscal imediato à cultura do alho.

O que está em jogo: a sobrevivência da horticultura em São Gotardo e a manutenção de centenas de empregos rurais no polo produtor mineiro, cabendo acompanhar se a ANAPA conseguirá do governo medidas de salvaguarda comercial e alívio financeiro para conter os prejuízos de R$ 70 mil por hectare.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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