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Morre Sônia Carneiro, veterana do jornalismo político

Com mais de cinco décadas de atuação em Brasília, a jornalista Sônia Carneiro cobriu momentos históricos da redemocratização e faleceu aos 74 anos.

Por Redação Ponto FixoPublicado 20/09/2026 às 23h02· 3 min de leitura
Morre Sônia Carneiro, veterana do jornalismo político
Foto: Eurico Zimbres / Wikimedia

A cobertura política em Brasília perdeu um de seus nomes mais longevos neste domingo, 20. A jornalista Sônia Carneiro faleceu aos 74 anos de idade em sua residência na capital federal. De acordo com informações prestadas por seu filho Terence Zveiter, a comunicadora foi vítima de um mal súbito enquanto dormia. Conhecida no meio profissional e institucional como Soninha, ela construiu uma carreira sólida de mais de cinco décadas dedicadas à imprensa e aos bastidores do poder nacional.

Nascida em 15 de outubro de 1951, Sônia iniciou sua trajetória profissional precocemente aos 20 anos, na Rádio Jornal do Brasil. No tradicional grupo JB, construiu uma história que durou três décadas, acumulando funções estratégicas como repórter, repórter especial, chefe de reportagem e chefe da rádio em Brasília. Sua atuação ajudou a registrar e moldar a memória de períodos decisivos da história política brasileira, consolidando sua relevância na crônica do país.

Testemunha da redemocratização e do poder

Ao longo de meio século de carreira, Sônia Carneiro esteve na linha de frente dos principais episódios da Nova República. Ela acompanhou presencialmente as mobilizações do movimento Diretas Já, as discussões que deram origem à Carta Magna na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, as investigações da CPI de PC Farias e o histórico processo de impeachment do então presidente Fernando Collor. Esse trabalho de fôlego rendeu reconhecimentos como o Prêmio Imprensa Estrangeira, em 1992, e a Medalha Assembleia Nacional Constituinte, concedida pela Câmara dos Deputados em 2013.

Após seu ciclo nas redações, a jornalista redirecionou sua experiência para a comunicação pública e governamental. Sônia exerceu funções estratégicas no Ministério do Trabalho, na representação do governo da Bahia em Brasília e no Ministério da Defesa. Mais recentemente, integrava a equipe de assessoria do líder do governo e senador Jaques Wagner (PT-BA), que lamentou publicamente a perda ressaltando uma relação de trabalho e confiança construída ao longo de três décadas.

Homenagens e despedida da comunicadora

Filha do ex-deputado federal paraibano Janduhy Carneiro e irmã da desembargadora Gilda Carneiro Sigmaringa Seixas, Sônia deixa dois filhos, Terence e Daniel Zveiter. Entidades de classe, como o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, prestaram homenagens destacando seu pioneirismo na cobertura dos centros de decisão, num período em que a presença feminina nas redações de política ainda enfrentava resistências. Até o momento, os familiares não divulgaram detalhes sobre os horários e locais do velório e do sepultamento na capital.

O que está em jogo: a perda de Sônia Carneiro encerra um ciclo de cinco décadas de atuação direta nos bastidores de Brasília, impactando a assessoria do senador Jaques Wagner e a memória viva da imprensa parlamentar, enquanto se aguarda a divulgação dos detalhes das homenagens e do sepultamento por parte da família Zveiter.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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