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Marinho denuncia uso do Inquérito das Fake News por Moraes como ‘poder pessoal’ contra André Mendonça

Líder da oposição no Senado condena pedido de investigação de Alexandre de Moraes contra André Mendonça e alerta para ameaça ao Estado de Direito.

Por Redação Ponto FixoPublicado 04/09/2026 às 11h02· 2 min de leitura
Marinho denuncia uso do Inquérito das Fake News por Moraes como 'poder pessoal' contra André Mendonça
Foto: Senado Federal / Wikimedia

O líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), manifestou duras críticas à recente investida do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o também ministro da Corte André Mendonça. Em nota oficial divulgada em uma quinta-feira, 3, o parlamentar potiguar apontou que o magistrado tem se valido do Inquérito 4.781 — popularmente conhecido como Inquérito das Fake News — para fins estritamente particulares, desvirtuando as funções jurisdicionais do mais alto tribunal do país.

Segundo a manifestação do senador, o procedimento instaurado ainda em 2019 atingiu contornos inaceitáveis de arbítrio ao longo dos anos. “Alexandre de Moraes transforma mais uma vez o Inquérito 4.781, aberto há sete anos e de limites cada vez mais elásticos, em instrumento de poder pessoal”, declarou Marinho. O foco do atrito decorre do fato de Mendonça estar à frente das apurações do caso Banco Master, processo que envolve mensagens e registros de contatos diretos entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Na avaliação do líder oposicionista, a tentativa de constranger um magistrado no exercício regular de suas funções fiscalizatórias representa uma ruptura evidente do equilíbrio institucional. Marinho classificou a ofensiva como uma “inversão intolerável de valores”, sublinhando que nenhuma autoridade da República, incluindo os membros da Suprema Corte, pode pairar acima da lei ou escapar do devido escrutínio institucional e republicano.

Aprofundando a crítica institucional, o parlamentar ressaltou a gravidade de se mobilizar a máquina investigativa de exceção para fins de blindagem. “Quem deveria prestar esclarecimentos às instituições e ao povo brasileiro utiliza poderes investigativos excepcionais sob seu comando para constranger quem supervisiona uma investigação séria”, afirmou, acrescentando que “usar o Inquérito das Fake News como escudo e instrumento de intimidação não protege o Supremo: corrói sua autoridade e transforma poder sem controle em ameaça ao próprio Estado de Direito”. Como desdobramento de sua postura, Marinho conclamou a população para mobilizações cívicas, pacíficas e democráticas no 7 de Setembro.

O que esta em jogo: A disputa expõe fraturas severas na cúpula do Judiciário brasileiro e reacende o debate sobre os limites e a perpetuação do Inquérito das Fake News, que tramita sem controle externo efetivo há anos. O episódio não apenas coloca em xeque a paridade de armas e a imparcialidade dos processos no STF, mas também aprofunda o desgaste da confiança pública na mais alta Corte, em um momento crucial em que a sociedade e o Congresso exigem transparência, freios e contrapesos e o estrito respeito às garantias constitucionais.

Com informacoes de revistaoeste.com.

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