Governo colombiano autoriza o envio de chefes narcoterroristas a Washington e consolida guinada na cooperação militar e de segurança com os norte-americanos.

O novo presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, confirmou a extradição de dois proeminentes chefes de dissidências das FARC para os Estados Unidos, além de autorizar o envio de outros três criminosos à Justiça norte-americana. A medida atinge diretamente Willinton Henao, conhecido como Mocho Olmedo, e Geovany Andrés Rojas, apelidado de Araña. Ambos estavam sob custódia desde 2015, mas vinham sendo preservados de responder perante os tribunais estrangeiros devido a acordos e tentativas anteriores de conciliação política mantidas pelo poder público.
A decisão representa uma ruptura formal com a abordagem tolerante e as tentativas de pacificação baseadas em concessões que marcaram a gestão esquerdista de Gustavo Petro (2022-2026). Durante aquele período, as tentativas de negociação com facções armadas e narcoterroristas não conseguiram conter o avanço da violência interna; pelo contrário, o país viu a proliferação de grupos ilegais, o recrudescimento de sequestros, atentados e homicídios, enquanto os líderes criminosos ganhavam tempo e terreno estratégico.
Com a transferência para o solo norte-americano, Henao e Rojas responderão por acusações graves de tráfico internacional de entorpecentes, porte ilegal de armas e narcoterrorismo. Henao liderava a 33ª Frente dissidente, responsável por disputas sangrentas na faixa de fronteira com a Venezuela que causaram o deslocamento forçado de milhares de civis em 2015. Já Rojas comandava os chamados Comandos da Fronteira, estrutura paramilitar e criminosa fortemente associada ao tráfico de cocaína e a crimes violentos nas rotas que conectam o território colombiano ao Equador.
O anúncio da extradição também consolida o realinhamento estratégico entre Bogotá e Washington no combate transnacional ao crime organizado. Essa reaproximação operacional já havia sido evidenciada com a autorização de bombardeios conjuntos contra bases do narcotráfico, ocorrida em 12 de agosto, e ganhou reforço institucional nesta mesma quarta-feira, 26, com a chegada do chefe do Comando Sul dos Estados Unidos para reuniões diretas com a nova cúpula das Forças Armadas colombianas.
O que esta em jogo: A postura adotada pelo governo de De la Espriella sinaliza o resgate da firmeza institucional e do império da lei na América do Sul, sepultando a retórica de complacência com o narcoterrorismo que apenas fortaleceu facções armadas nos últimos anos. Ao restabelecer a cooperação militar e a extradição com os Estados Unidos, a Colômbia reafirma o compromisso de proteger a soberania de seu território e as famílias assoladas pela violência das drogas, combatendo na raiz a engrenagem criminosa que desestabiliza a ordem e a segurança no continente.
Com informacoes de revistaoeste.com.